A Tecban, dona do Banco24Horas, tem expandido o segmento no qual faz acordos com os bancos e fintechs e substitui os caixas eletrônicos deles por máquinas suas, embora envelopadas com a marca do parceiro.
O projeto começou em 2024, com uma parceria com o Banrisul, e agora já se expandiu para Crefisa, Agibank e Banco do Nordeste (BNB), sendo que mais um contrato deve ser anunciado em breve.
Karine Barros, diretora executiva Comercial e de Produtos da Tecban, conta que manter um parque grande de caixas eletrônicos próprios gera um desafio de custo de distribuição e essa discussão da interoperabilidade deve ganhar força.
“A gente acredita que esse é o futuro da gestão de numerário.
Para os bancos, é vantajoso porque eles tiram o ‘capex’ [investimento de comprar a máquina] e ficam com o ‘opex’ [a despesa de pagar a Tecban]”.
Essas máquinas permitem que clientes de outras instituições, além do banco onde estão instaladas, também se sirvam ali.
“Se eu tiver todas as máquinas atendendo todos os clientes, eu posso ter um parque muito menor de caixas, muito melhor posicionados, porque eles vão estar espalhados onde de fato o cliente circula.
Ou seja, para o sistema como um todo, é muito mais barato”, diz Karine.
Segundo os dados da Tecban, quase 30% das operações feitas nessas redes de parceiros é de outros bancos.
“O cliente quer que funcione, que esteja perto dele.
Ele é agnóstico, quer resolver a vida dele.
Então, por que os bancos deveriam manter essas redes de caixas próprios?”, aponta.
A Tecban também vai apresentar esta semana no Febraban Tech sua nova estratégia para seus caixas eletrônicos, que vai do “mini” ao “max”.
O mini, que já tem mais de 2 mil unidades instaladas, é o novo nome do Atmo, uma versão pequena que permite consultar extratos, recarregar celular e até fazer saques.
Para essa função, é usado o dinheiro que está no caixa do estabelecimento comercial, o que gera ganhos em segurança e eficiência na gestão e transporte de valores, ao reduzir a quantidade em espécie armazenada no local.
O terminal, maior que um aparelho de telefone fixo, tem leitores de biometria e uma maquininha de cartão plugada.
Já o “max” é o caixa eletrônico mais completo, que além de todas as funções da máquina tradicional tem uma ferramenta que centraliza, simplifica e otimiza a gestão de numerário no varejo.
Atualmente, a Tecban tem quase 25 mil caixas eletrônicos com a marca Banco24Horas e mais 5 mil nessas redes interligadas, como Banrisul, Crefisa e Agibank.
Reprodução/site Tecban
