A empresa londrina CipherX começou a vender tatuagens permanentes aplicadas sem agulha tradicional, usando um adesivo descartável do tamanho de uma moeda que deposita pigmento diretamente na pele.
O produto, batizado de Microdot, já está disponível para o público em pop-ups na capital britânica, ao preço de 50 libras (cerca de R$ 340).
As informações são do The Verge.
A aplicação é descrita como indolor.
O processo dura poucos segundos, seguido por 15 minutos de espera para permitir o processamento da tinta, e não causa sangramento nem período de cicatrização.
Como funciona
O adesivo Microdot usa centenas de microagulhas biodegradáveis para transportar tinta até as camadas superiores da pele.
Antes da aplicação, um disco-guia transparente marca no braço o local exato do desenho; em seguida, o aplicador impresso em 3D é pressionado contra a pele por um único movimento.
Aplicação de tatuagem da CipherX
Divulgação/CipherX
Depois da remoção do adesivo, o desenho aparece formado por pontos separados, que se conectam visualmente ao longo de dois dias, à medida que a tinta se espalha sob a pele.
Limitações atuais
O catálogo da CipherX tem cerca de 15 desenhos fixos, sem opção de personalização, e o tamanho máximo é de 15 milímetros de diâmetro.
A cor disponível é apenas preta.
Tatuagem feita com adesivo da CipherX
Divulgação/CipherX
A empresa afirma estar desenvolvendo novas tintas, incluindo uma versão invisível reativa à luz ultravioleta.
Outros planos futuros incluem formatos maiores e parcerias com tatuadores para ampliar o portfólio de desenhos.
A técnica também não é indicada para áreas do corpo com pouca superfície plana, como articulações e dedos, nem para rosto, pescoço, mãos ou região genital.
Ferdinand Kohle, cofundador da empresa, adiantou que a empresa também planeja vender kits para aplicação em casa, sem necessidade de um profissional.
Um protótipo da embalagem — uma lata do tamanho de uma palma da mão — foi mostrado no evento de lançamento, mas a CipherX ainda não divulgou data de lançamento para esse formato.
*Com supervisão de Daniel Pinheiro
Mais Lidas
