A Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) realizou nesta sexta-feira, 30, a eleição de sua nova diretoria para o biênio 2026/2028. Tasso Jayme foi escolhido para retornar à presidência da entidade, que já comandou anteriormente por dois mandatos, em 2016.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o produtor rural apresentou as principais propostas para sua nova gestão e afirmou que pretende modernizar o Parque de Exposições Agropecuárias de Goiânia, ampliar sua utilização ao longo do ano e fortalecer a representatividade da instituição junto ao agronegócio goiano.
Produtor rural, ex-prefeito de Vila Propício e liderança reconhecida na região do Vale do São Patrício, Tasso tem uma trajetória ligada ao campo desde a infância. Sua experiência reúne atuação no setor agropecuário e participação na vida pública.
Ele conta que foi criado na propriedade rural herdada do pai, onde aprendeu a trabalhar com agricultura e pecuária, além de desenvolver atividades que hoje incluem o cultivo de soja e cana-de-açúcar, produção de látex, criação de gado e prestação de serviços com equipamentos agrícolas.
“Eu tenho uma paixão pelo campo desde criança”, afirmou. A chegada de Tasso à presidência ocorreu a partir de uma composição de consenso entre diferentes lideranças do agronegócio goiano.
Inicialmente, duas chapas disputariam o comando da entidade, mas as articulações resultaram em uma união entre os grupos. O produtor rural Romildo Machadinho, que também pretendia concorrer à presidência, passou a integrar a diretoria como vice-presidente, enquanto o outro grupo também aderiu à composição.
Para Tasso, a decisão fortalece institucionalmente a SGPA. “Foi uma composição amigável e eu acho que nós chegamos na melhor decisão, porque ficou uma chapa fortalecida e a entidade só tem a ganhar”, declarou.
A posse da nova diretoria está prevista para o dia 30 de novembro, na própria sede da SGPA. Reforma e modernização do Parque de Exposições
Entre as principais prioridades da gestão está a reforma geral do Parque de Exposições Agropecuárias, que possui mais de 150 mil metros quadrados em uma região central de Goiânia. O planejamento prevê intervenções no muro externo, na portaria, nos banheiros e nos pavilhões, além de adequações para oferecer mais conforto e segurança aos visitantes.
Segundo Tasso, a estrutura precisa acompanhar as transformações da cidade e as novas demandas do público. “O mundo mudou muito e aquele que não evolui é expulso pela evolução”, afirmou ao explicar a necessidade de modernização do espaço.
Outro objetivo é ampliar a movimentação do parque para além dos dias da tradicional Exposição Agropecuária de Goiânia, realizada em maio. Tasso avalia que o espaço ainda é subutilizado durante boa parte do ano e pretende atrair novos eventos e estabelecer parcerias com o poder público e a iniciativa privada.
Entre as iniciativas mencionadas está a proposta de construção do Museu da Música Sertaneja, em parceria com a Prefeitura de Goiânia. “O nosso foco é otimizar aquele parque, tentar monetizar o parque o ano todo”, explicou.
De acordo com ele, algumas articulações já estavam em andamento antes mesmo da eleição da nova diretoria. Exposição continuará como prioridade
Apesar da intenção de diversificar as atividades, o presidente ressalta que a agricultura, a pecuária e a exposição continuarão sendo prioridades da entidade. Ele também pretende ampliar a participação das famílias goianienses no evento, com melhorias na infraestrutura e atrações voltadas ao público infantil.
Tasso observa que, embora a concorrência com outras opções de entretenimento tenha alterado os hábitos da população, a exposição tem conseguido recuperar parte do público. Segundo ele, nos últimos quatro anos, aproximadamente 500 mil pessoas passaram pelo parque durante os quase dez dias de programação.
“A gente tem sentido o retorno da população da nossa cidade e do nosso estado para dentro do Parque de Exposições”, destacou. O dirigente também pretende preservar a representatividade dos diferentes segmentos que integram o agronegócio, incluindo pequenos, médios e grandes produtores.
Atualmente, o parque abriga núcleos de diversas atividades, como avicultura, suinocultura e criação de diferentes raças de animais. Tasso afirma que a entidade deve continuar aberta a todos os produtores, independentemente do porte de suas propriedades.
“Não existe distinção de classes e de tamanho dentro do parque. Todos têm a oportunidade de participar da SGPA”, ressaltou.
Parque permanecerá no endereço atual Sobre a possibilidade de transferência do Parque de Exposições para outra região da capital, Tasso foi categórico ao afirmar que o assunto está encerrado.
Segundo ele, estudos realizados apontaram que a retirada da estrutura poderia abrir espaço para milhares de apartamentos, provocando impactos permanentes no trânsito e na mobilidade da região. O presidente também destacou que os moradores e comerciantes do entorno são beneficiados economicamente durante a exposição, seja com o comércio de alimentos, seja com a oferta de estacionamentos.
“O Parque de Exposições não será mais transferido daquela localidade”, declarou. Para Tasso, o espaço já faz parte da história e da cultura de Goiânia, além de representar uma referência para o agronegócio goiano.
Com 85 anos de existência, a SGPA pretende manter sua atuação no endereço atual e investir na recuperação de sua estrutura para atender às próximas gerações. “O parque já faz parte da história, do folclore e da cultura da cidade”, concluiu.
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