Tarifas de Trump contra o Irã podem afetar exportações brasileiras

 

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O Brasil tem potencial para ser impactado pela decisão de Donald Trump de anunciar a imposição de tarifas de 25% sobre países que fazem negócios com o Irã. Em 2025, as exportações brasileiras somaram quase três bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.

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O Irã não está entre os vinte principais parceiros comerciais do Brasil. Mas, é um dos principais destinos brasileiros no Oriente Médio.

Atualmente, o maior parceiro comercial do Irã é a China, seguida do Iraque, Emirados Árabes, Turquia e Índia.

Na TV Globo, o economista Bruno Carazza destacou que a parceria comercial do Brasil com o Irã é relativamente pequena, mas estratégica:

"As relações comerciais do Brasil com o Irã giram em torno de 3 bilhões de dólares nesse ano de 2025, e elas significam apenas 0,5% de tudo que a gente transaciona com o restante do mundo. E essa relação, ela é muito mais forte do Brasil para o Irã do que do Irã para o Brasil. É uma questão muito mais diplomática e é justamente isso que o Trump está querendo fazer. Colocando essa tarifa, levar os países a colocarem esse cálculo na mesa para eventualmente estrangular a economia do Irã."

Antes de anunciar o tarifaço, o presidente Donald Trump tinha ameaçado atacar o Irã, alegando que precisa conter a matança nos protestos que entraram na terceira semana.

O que começou com uma insatisfação contra o custo de vida evoluiu rapidamente para uma das maiores ondas de contestação ao regime dos aiatolás, desde 1979. De acordo com Organizações de Direitos Humanos, o número de mortos subiu para 648. Desde o início dos protestos, mais de 10 mil pessoas foram presas.

Como o governo iraniano derrubou a internet e o serviço de telefonia, as agências de noticias têm dificuldade de verificar o número exato de mortes de maneira independente.

Diante das ameaças americanas, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país está aberto ao diálogo, mas totalmente preparado para a guerra.