Tarcísio responde a críticas sobre atuação do PCC em São Paulo: 'Não somos coniventes'
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou uma operação da Polícia Militar na favela de Paraisópolis, na capital paulista, neste domingo, 3, para rebater críticas de adversários sobre a influência da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado.
Ao publicar um vídeo de agentes derrubando barras de ferro e concreto, que teriam sido colocadas por traficantes para dificultar o acesso a uma rua, o político alegou que não existem locais do território sem possibilidade de atuação das polícias.
"Não haverá lugar em São Paulo onde a polícia não entre ou onde o Estado seja impedido de atuar. A luta contra o crime organizado é diária, e não permitiremos que bandidos controlem territórios e subjuguem moradores e comerciantes", escreveu o governador.
Nas últimas semanas, aliados do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), passaram a explorar dados de feminicídios, relatos de furtos e suspeitas de omissão contra o crime organizado que recaem sobre o coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante da PM, para desgastar Tarcísio.
O governador rebate, na mesma publicação, dizendo que o PCC "nasceu, cresceu e se espalhou pelo país durante governos que negavam a sua existência e, muitas vezes, foram coniventes" e que a situação seria diferente agora.
*Com informações da CBN São Paulo
