Tarcísio inaugura ano eleitoral com vídeo no qual pede 'fora PT'
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), abriu o ano eleitoral com um vídeo publicado nas redes sociais no qual pede "fora PT". A postagem ocorreu um dia após a revista britânica The Economist afirmar, em editorial, que Tarcísio seria o nome da direita mais viável para disputar o Planalto contra o presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva.
O vídeo é iniciado com Tarcísio resolvendo a simulação de uma fórmula matemática, que tinha como resultado a frase "feliz ano novo", escrita em inglês.
O governador, então, relaciona a frase com as eleições deste ano e escreve: "A fórmula é simples! Feliz 2026 = Fora PT".
Na terça-feira, a revista britânica defendeu o nome de Tarcísio e criticou a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato do PL à Presidência da República.
O governador repetiu diversas vezes que apoiará a escolha do ex-mandatário e que o foco dele é na corrida pela reeleição em São Paulo.
"Flávio é impopular, ineficaz e quase certamente perderia uma disputa contra Lula. Outros possíveis candidatos estão sendo cogitados, incluindo alguns governadores competentes. O mais proeminente deles é Tarcísio de Freitas, o governador conservador de São Paulo", afirma a The Economist.
Segundo o editorial, Tarcísio "deveria ter a coragem de se lançar na disputa". "Ao contrário dos Bolsonaros, ele é ponderado e democrata", diz o texto.
"Infelizmente, parece improvável que Lula desista. Talvez, então, os partidos de direita consigam se unir? Se forem sábios, abandonarão Flávio e se unirão em torno de um candidato capaz de superar a polarização dos anos Lula-Bolsonaro", enfatiza o veículo.
A The Economist defende o apoio a "uma figura de centro-direita que reduza a burocracia, mas não as florestas tropicais, que seja rigorosa com o crime, mas não desrespeite as liberdades civis, e que respeite o Estado de Direito, poderia vencer e governar bem".
"O Brasil tem tudo em jogo em 2026 — e o resultado é preocupantemente incerto", conclui a revista.
