Tarcísio e Bolsonaro alinham estratégia para o Senado em São Paulo
Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro conversaram na semana passada, na Papudinha, sobre a disputa pelas duas cadeiras do Senado em São Paulo. Segundo apuração da coluna, o governador levou ao ex-presidente a avaliação de que a direita precisa calibrar os nomes para não correr o risco de sair derrotada nas duas vagas.
Hoje, o grupo trabalha com o nome do ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite, do PP, identificado com o bolsonarismo. O impasse está na segunda vaga. A leitura no Palácio dos Bandeirantes é de que repetir um perfil ideológico pode afastar o eleitorado de centro e abrir espaço para adversários fora do campo bolsonarista. Bolsonaro, segundo aliados, entendeu o diagnóstico apresentado por Tarcísio.
Em conversas reservadas, o governador paulista tem repetido que, “se não trabalharem bem, vão perder as duas vagas”. O alerta leva em conta o cenário da esquerda, considerado competitivo. A avaliação é de que nomes de ministros como Simone Tebet, do MDB, Marina Silva, da Rede, ou Márcio França, do PSB, conseguem dialogar com um eleitorado mais amplo no estado.
Pesquisas internas e levantamentos recentes também passaram a indicar perda de tração no nome de Derrite. Mesmo assim, aliados lembram que o deputado já conversa com o mesmo marqueteiro político de Tarcísio e começou a organizar sua equipe de campanha. Diante desse quadro, a estratégia da direita é montar uma chapa com dois perfis distintos: um mais alinhado ao bolsonarismo e outro capaz de conversar com eleitores de centro-direita e não bolsonaristas.
