O governador de São Paulo, afirmou que o Judiciário está “sangrando” e cobrou uma resposta do Supremo Tribunal Federal diante do agravamento da crise que atinge a Corte. A declaração foi dada nesta quinta-feira (17), durante agenda de campanha em Itapetininga, no interior de São Paulo. Tarcísio criticou o adiamento da análise sobre a possibilidade de investigação envolvendo ministros do Supremo. A sessão da última terça-feira terminou sem uma decisão sobre a tramitação dos procedimentos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise. O placar estava em quatro votos a três pela tramitação dos casos em separado. Na avaliação de Tarcísio, o Supremo precisa superar as divergências internas e conduzir as apurações com transparência. O governador citou a manifestação da ministra Cármen Lúcia durante a sessão. Ela pediu desculpas ao povo brasileiro e afirmou estar em “estado de profunda consternação e tristeza” diante da crise na Corte. No julgamento, Cármen Lúcia acompanhou o voto do presidente do STF, Edson Fachin, pela tramitação separada dos procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça. "O Judiciário está sangrando. Imagina que uma investigação foi adiada e a pergunta que se faz é por que magistrados não podem ser investigados ou não têm que prestar contas? Todo mundo tem que prestar contas. É uma crise sem precedentes e se a Suprema Corte, a instância máxima do Judiciário está imersa numa crise desse tamanho, e uma crise que, cá para nós, foi o próprio Supremo que se desenvolveu, e por posicionamentos políticos, enfim, de repente eles deixaram de se comportar como juízes, cabe a eles agora resolver." O posicionamento de Tarcísio diverge de aliados, como o candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, que têm feito críticas nominais a integrantes da Corte, especialmente direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.
Tarcísio diz que Judiciário está 'sangrando' e cobra resposta do STF diante do agravamento da crise
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