Tarcísio diz que confia nas urnas, defende modelo de El Salvador no combate ao crime e fala sobre Sabesp; veja destaques da sabatina - QTU Questões do Universo

Tarcísio diz que confia nas urnas, defende modelo de El Salvador no combate ao crime e fala sobre Sabesp; veja destaques da sabatina

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O candidato do Republicanos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu durante sabatina da CBN em parceria com os jornais O Globo e Valor Econômico o uso de tecnologia e de medidas inspiradas no modelo adotado por El Salvador no combate ao crime organizado.
O governador também afirmou confiar 'absolutamente' na segurança das urnas eletrônicas e disse que esse tema 'não é mais pauta'.
Tarcísio ainda admitiu que o aumento das reclamações contra a Sabesp após a privatização 'não estava no radar', falou sobre a relação com um eventual governo Lula e comentou a aliança de partidos que apoiam sua candidatura.
Saiba mais abaixo.
Segurança pública
Tarcísio de Freitas afirmou que, caso seja reeleito, a tecnologia será uma 'grande aliada' para combater a criminalidade.
'A tecnologia funciona como um elemento de dissuasão.
A pessoa começa a saber: estou sendo vigiado, eu vou cometer o crime, mas eu estou sendo observado, eu vou ser preso.
A gente vai conseguir dispor melhor o efetivo policial, eu vou poder conter mobilidade criminal'.
O candidato defendeu ainda o uso das táticas de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, para enfrentamento do crime organizado.
O chefe do Executivo salvadorenho ficou marcado por fortes ações policiais, com alto número de mortes e prisões sem mandado e julgamento.
'Quando a gente traz essa questão de El Salvador, o que estamos falando? Da atitude que o Estado tem que ter de enfrentamento ao crime.
É um pouco o seguinte: se o Estado quer resolver um problema, ele resolve um problema'.
Feminicídios
O governador classificou o feminicídio como um crime 'super difícil de combater'.
Ele citou a morte de uma mulher pelo companheiro dentro de um supermercado na Zona Norte da capital paulista e afirmou que não era possível prever o crime.
'Qual é o anúncio, o aviso que nós tínhamos que aquilo ia acontecer? Qual o sinal? Nenhum.
O que a gente está procurando fazer? Eu acho que isso é interessante a gente registrar.
A gente está procurando aumentar os nossos canais de comunicação'.
Coligação de partidos
Tarcísio de Freitas falou sobre a coligação de 12 partidos formado em torno da sua candidatura.
Segundo ele, os coligados apoiarão o candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro.
'O Flávio terá o palanque aqui em São Paulo e, obviamente, no âmbito nacional houve esse pragmatismo e a ideia de construir bancadas e isso governou a decisão dos presidentes para dar o conforto aos seus parlamentares para fazer suas campanhas de acordo com a característica local, a característica de cada Estado'.
Em relação à neutralidade adotada por partidos do Centrão, o governador disse o foco das legendas é 'fazer bancada'.
'A gente tem uma realidade de Sul e Sudeste, mas tem uma realidade diferente no Norte e Nordeste.
Então nós temos vários parlamentares que preferem estar mais próximos ao PT e ao presidente Lula no Nordeste.
Tem parlamentares que preferem estar junto do Flávio Bolsonaro no Sudeste'.
Privatização da Sabesp
O candidato do Republicanos admitiu que o aumento de reclamações sobre a Sabesp após a privatização da companhia 'não estava no radar'.
Apesar disso, ele defendeu que há um monitoramento e que a 'empresa já vem recuperando a imagem'.
Segundo Tarcísio, a maior parte das reclamações está relacionada com tarifa, cobrança indevida apenas uma pequena parcela tem a ver com a prestação de serviço.
'Algumas coisas aconteceram, então, por exemplo, você tinha clientes que não pagavam esgoto, mesmo com a rede disponível.
E, quando a rede está disponível, a pessoa é obrigada a fazer a ligação e a cobrança de tarifa acontece independente de ela fazer a ligação.
Outro movimento que aconteceu e que causou estranheza foi a troca dos hidrômetros'.
Relação com Lula
Questionado sobre a possibilidade de reaproximação com o Planalto caso seja reeleito como governador e Lula como presidente, Tarcísio afirmou que sempre vai se pautar pelo pragmatismo.
O candidato falou sobre uma Parceria Público-Privada (PPP) no túnel Santos-Guarujá e destacou que teve ajuda do governo federal após uma conversa entre os dois.
'Marcamos um evento no aniversário do Porto de Santos, em fevereiro, para marcar o início da jornada e a publicação do edital de licitação.
E eu não vou me furtar.
Aí o pessoal fala: você não agradece.
Mentira.
Quando a gente estava inaugurando a linha 6, estava lá a diretora do BNDES.
Eu fiz questão de ressaltar o papel do BNDES naquele empreendimento'.