Tarcísio defende reforma política e diz que 'reeleição está fazendo mal para o Brasil'
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu uma reforma política e afirmou que 'a reeleição está fazendo mal para o Brasil', em meio às articulações do senador Flávio Bolsonaro para avançar com a proposta de acabar com a reeleição no país.
A Proposta de Emenda à Constituição foi apresentada pelo pré-candidato à presidência pelo PL no início de março e reúne assinaturas de 30 senadores.
O texto ainda não começou a tramitar. Nos bastidores, aliados avaliam que a iniciativa funciona como um gesto ao próprio Tarcísio, já que, se a regra passar a valer a partir de 2027, abriria espaço para uma eventual candidatura presidencial do governador em 2030.
Questionado pela CBN, Tarcísio afirmou que o país precisa discutir mudanças mais amplas no sistema político:
”A gente tem que questionar neste momento em que medida a reeleição está ajudando - ou não - o país. Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica muito refém da possibilidade de reeleição, perdendo tempo deixando de fazer aquilo que precisa de fato ser feito. Então é um questionamento que eu faço. Eu hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil.”
Cumprindo agenda pública na região metropolitana de São Paulo, Tarcísio também voltou a falar sobre a decisão dos nomes para o Senado nas eleições e afirmou que pretende pedir autorização ao Supremo Tribunal Federal para uma nova visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro para tratar da composição da chapa.
Hoje, uma das vagas já está definida com o nome do ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite, do PP. O que está em jogo é a segunda vaga, que cabe ao PL.
Ainda não há um consenso dentro do partido sobre o nome mais competitivo. A aliados, Tarcísio tem defendido o presidente da Alesp, André do Prado. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro demonstra preferência pelo coronel Mello Araújo, vice-prefeito da capital.
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Diante do impasse, o partido encomendou uma pesquisa de intenção de voto para embasar a decisão. Apesar disso, Tarcísio minimizou as diferenças e afirmou que o grupo deve chegar a um consenso sobre o nome. A CBN apurou que a expectativa é de que o martelo seja batido até o fim de abril.
