Tarcísio defende privatização da Sabesp como

Tarcísio defende privatização da Sabesp como 'projeto mais transformador' do mandato; Haddad promete 'pente-fino' no contrato

Fonte: Bandeira da fonte

A privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) voltou a separar as visões do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-ministro Fernando Haddad (PT), os dois nomes com mais força na disputa pelo governo de São Paulo em outubro.
Em compromisso de campanha nesta terça-feira (25), o governador afirmou que foi o "projeto mais transformador" de sua gestão, enquanto Haddad flou do risco de virar "Enel das águas".
Tarcísio discursou primeiro no Fórum Eleições 2026, promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), e afirmou que dois milhões de moradores teriam passado a ter acesso à água potável desde a privatização, e outros quatro milhões passariam a contar com coleta de esgoto.
Além disso, o governador declarou que se privatização não fosse feita, "ia faltar água na região metropolitana de Campinas".
— Para mim é o projeto mais transformador.
Muita gente fala dessa privatização e fala bobagem, né? São as pessoas que têm o que eu chamo de desconhecimento detalhado do assunto.
São 2 milhões de pessoas que não tinham água potável porque agora têm, 4 milhões de pessoas que não tinham esgoto agora têm.
Isso é muito significativo.
Aqui a gente já viu uma redução de mancha de poluição de 34 km em um ano.
Logo depois, no mesmo evento, Haddad classificou de frouxa a fiscalização sobre a Sabesp após a privatização e citou mortes registradas em obras da companhia.
Para o petista, faltam critérios técnicos nas indicações para as agências reguladoras do setor.
— As indicações precisam ser mais técnicas e menos políticas.
Tem que ter gente mais isenta para tocar esse tipo de trabalho.
Se a gente não começar a corrigir agora o caminho da Sabesp, nós vamos transformar a Sabesp na Enel das águas, que é esse o grande medo da população.
Haddad afirmou que as falhas registradas pela Sabesp teriam aumentado 27% em relação ao período anterior à privatização e disse que a companhia já teria superado a empresa de energia Enel, alvo frequente de queixas em São Paulo, no volume de reclamações ao Procon.

— Morreram três pessoas em obras da Sabesp.
Não estou falando de qualquer coisa, estou falando de morte de pessoas.
Bairros inteiros que não têm providência de água.
Quando chega água, às vezes, chega suja — completou Haddad.
O petista também mencionou a renovação do contrato da própria Enel, e disse esperar um compromisso mais claro da empresa com a ampliação de investimentos como condição para a manutenção do acordo.