Tarcísio defende mais efetivo policial, tecnologia e presença territorial para combater crime organizado, em sabatina do GLOBO, CBN e Valor - QTU Questões do Universo

Tarcísio defende mais efetivo policial, tecnologia e presença territorial para combater crime organizado, em sabatina do GLOBO, CBN e Valor

Fonte: Bandeira da fonte

O governador de São Paulo e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas(Republicanos) defendeu o aumento do efetivo policial, o uso de tecnologia e mais presença territorial para combater o crime organizado em São Paulo.
O candidato defendeu o acionamento manual da câmera em farda de policiais: 'É a mesma que está em uso em Paris', disse.
A declaraçao foi dada na manhça desta quinta-feira (20) durante sabatina conduzida por jornalistas de O GLOBO, CBN e Valor Econômico.
O programa de câmeras corporais da Polícia Militar de São Paulo, pioneiro no país ao demonstrar redução na letalidade policial e na proteção aos próprios agentes, tornou-se objeto de intensa disputa política e mudanças operacionais na gestão estadual.
Durante a campanha eleitoral de 2022, Tarcísio de Freitas chegou a defender a retirada das câmeras corporais dos uniformes dos PMs, sob o argumento de que os equipamentos limitavam a ação das forças de segurança.
Mais adiante, já perto do segundo turno, abrandou o discurso inicial, ao dizer que chamaria as forças de segurança para avaliar a real efetividade do programa antes de tomar uma decisão definitiva.
Sob o governo Tarcísio de Freitas, a diretriz do programa foi reformulada com novos editais de licitação que substituíram o modelo de gravação ininterrupta por dispositivos com acionamento - remoto ou manual - condicionado ao início de ocorrências.
Entidades de direitos humanos e órgãos de controle, como o Ministério Público e a Defensoria Pública, questionam a perda de eficácia na transparência e fiscalização, enquanto a Secretaria de Segurança Pública defende que as novas especificações técnicas otimizam a gestão de dados e preservam a autonomia da atuação policial.
Tarcísio é o segundo entrevistado das sabatinas com os candidatos ao governo do estado.
Ontem, foi a vez de Fernando Haddad (PT).
O programa teve início às 10h30 e vai até o meio-dia.
A entrevista é conduzida por Vera Magalhães, colunista de O GLOBO, Marcello Corrêa, editor de Política do Valor, e Guilherme Muniz, apresentador da CBN.
Os convites foram baseados no desempenho dos candidatos na pesquisa Quaest divulgada em 29 de julho.
Sabatina GLOBO/CBN/Valor: Haddad defende investigações contra Lulinha e diz que Flávio é 'risco institucional'
Na corrida à reeleição, Tarcísio, ao contrário de quatro anos atrás, depende cada vez menos do chamado "bolsonarismo raiz".
No discurso de sua convenção, realizada no início do mês, no Ginásio do Ibirapuera, na Zona Sul, o candidato evitou temas polêmicos (citou Jair Bolsonaro apenas uma vez, ao dizer que o ama) e focou em suas realizações, como a privatização da Sabesp e a entrega de obras que estavam prometidas havia anos, como o Rodoanel Norte e a ampliação do Metrô.
Outra diferença em relação à campanha de 2022 é o número de partidos que o apoiam.
Serão 12 legendas: PL, PSD, Novo, PRD, PSDB, Cidadania, Avante, Podemos, PP, União Brasil e MDB, além do próprio Republicanos.
Com uma ampla frente partidária, o governador conseguir diminuir o rol de concorrentes, o que pode facilitar sua busca pela reeleição.

Segundo o último levantamento da Quaest, divulgado no fim do mês passado, o governador lidera as intenções de votos com 15 pontos a mais que Haddad.
São 41% para Tarcísio, ante 26% para o petista.
Os outros três candidatos, juntos, somam cinco pontos, o que aponta para a possibilidade de resolução em primeiro turno, uma vez que a diferença entre a dupla supera a expectativa de votos dos demais.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.