Tarcísio admite dificuldade no enfrentamento ao feminicídio:

Tarcísio admite dificuldade no enfrentamento ao feminicídio: 'É um crime super difícil de combater'

Fonte: Bandeira da fonte

Em entrevista à CBN, jornal O Globo e Valor na sabatina dos candidatos ao governo São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, declarou que o feminicídio é um 'crime super difícil de combater', especialmente pela falta de sinais de que ele pode ocorrer.
'Qual é o anúncio, o aviso que nós tínhamos que aquilo ia acontecer? Qual o sinal? Nenhum.
O que a gente está procurando fazer? A gente está procurando aumentar os nossos canais de comunicação.
A gente está procurando mostrar para as mulheres que a gente está aqui para ampará-las.
A gente está do lado delas', comentou.
O candidato ao governo de São Paulo afirmou que criou diversas iniciativas, sendo a principal 'São Paulo por Todas', com diversas ações que estão em um guarda-chuva.
Tarcísio também defende o tornozelamento de agressores e monitoramento por geoprocessamento.
O candidato afirma que nenhuma mulher vítima de agressão, após essa tática, morreu.
'São Paulo foi pioneiro disso.
E a iniciativa de São Paulo começou a ser copiada por outros estados e depois virou lei nacional'.
Tarcísio defende 'atitude de enfrentamento ao crime' em São Paulo como a de Bukele
Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição para o governo de São Paulo
Maria Isabel Oliveira/O Globo
O candidato à reeleição pelo Republicanos em São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o que quis dizer com o uso das táticas de Bukele, presidente El Salvador, para enfrentamento ao crime organizado.
Segundo ele, isso representa uma mudança da 'atitude que o Estado tem que ter de enfrentamento ao crime'.
Presidente de El Salvador ficou marcado por forte ações policiais, com alto número de mortes e prisões sem mandado e julgamento.
'Eu entendo que a gente não pode se afastar das evidências, a gente tem que olhar qual é o cenário brasileiro, qual é a realidade brasileira e planejar a segurança pública para dar conta desses desafios que não são poucos, são imensos', comentou.
Em entrevista na sabatina da CBN, jornal O Globo e Valor, ele comenta de algumas cooperações institucionais que foram feitas para 'asfixiar o crime organizado', além do 'aumento da presença nos territórios'.
Outro ponto, diz ele, é o investimento em tecnologia.
'Eu acho que a tecnologia vai ser a grande aliada para a gente enfrentar essa questão da segurança pública, principalmente, daquele crime cotidiano, aquele crime que aborrece o cidadão, porque a gente passa a estar mais presente no território'.
Tarcísio finaliza dizendo que conseguir dispor melhor o efetivo policial, vai poder conter a mobilidade criminal.
Ao ser contestado pelas mortes em abordagens policiais, que foram de 834 em 2025, ele defendeu a dimensão de São Paulo e que, comparada a letalidade, é abaixo de outros países.
'São altos, mas observe, a gente não quer confronto, a gente não quer as pessoas morrendo, a gente não quer nada disso.
Agora, a gente também não pode deixar que o policial fique em risco, e aí ele tem um procedimento'.
'A gente sabe que a sensação de segurança demora para vir, mas a redução do indicador, pelo menos, está apontando um caminho, tem uma direção.
Ora, se os indicadores estão caindo, é sinal que alguma coisa está sendo feita de correto, a gente está indo numa direção, ou seja, a gente está conseguindo tornar o Estado mais seguro.
173 cidades de São Paulo não tiveram um roubo sequer no ano de 2025', completou.
Candidato à reeleição pelo governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Maria Isabel Oliveira / O Globo