Talatan: maior parque solar do mundo está transformando deserto em verde

 

Fonte:


O Parque Solar de Talatan, na China, começou a ser desenvolvido em 2011. Desde então, quinze anos depois, o projeto se tornou o maior parque — tanto em quantidade de energia quanto em tamanho ocupado — do mundo.

Nos EUA, telefone fixo retrô ganha popularidade entre crianças como alternativa ao smartphone

'Dirty Flash': saiba como usar o novo filtro do Instagram que virou tendência nas redes

Moeda no roteador Wi-Fi melhora sinal? Veja o que diz a ciência

A mais de 3 mil metros acima do mar, no condado de Gonghe, província de Qinghai, Talatan ocupa uma área de aproximadamente 420 quilômetros quadrados, quase do tamanho de Barbados e mais de mil vezes maior que o Vaticano.

Ao longo do mar de placas fotovoltaicas, parques de energia eólica e usinas hidrelétricas formam um verdadeiro marco da geração de energia sustentável, o suficente para iluminar mais de nove milhões de residências.

Parque Solar de Talatan

CCTV

A razão para a instalação de tamanho empreendimento — são pelo menos 46 empresas operando na geração de energia — tão alto é aproveitar a altitude pela sua forte luz solar e pelas baixas temperaturas do planalto.

A sombra gerada pelas placas é tanta que a vida floresceu no meio do deserto. Segundo o veículo China Daily, o modelo “eco-industrial” do parque fez com que 80% de sua extensão fosse tomada por uma vegetação — onde antes era apenas um deserto.

Pastores viram rebanhos aumentarem e lucros duplicarem

Hainanzhou

Ao redor de Talatan, pastores dizem ter visto seus lucros dobrarem por conta da abundância de pasto: “"Agora meu rebanho cresceu para cerca de 800 ovelhas, e minha renda apenas com o pastoreio dobrou em comparação com antes”, diz Zhao Guofu

Além do Parque Solar de Talatan, a China é dona dos 13 maiores parques solares do mundo, sendo que a produção só de Talatan é cerca de sete vezes maior do que o Parque Solar de Bhadla, na Índia — e o maior fora da China.

O investimento massivo em energia solar faz parte da estratégia da China para atingir a neutralidade de carbono até 2060, conforme compromisso assumido em 2020.