Taís Araujo reflete sobre maternidade real e seus desafios: 'É cansativa, exige muito, mas também tem prazer'

 

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Taís Araujo costuma abordar a maternidade sem idealizações. É nesse território, entre afeto e complexidade, que a atriz reposiciona a própria trajetória. Ao falar sobre as transformações dos últimos anos, reconhece que a experiência ampliou não apenas a rotina, mas também a consciência sobre o mundo e o papel que ocupa.

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"A maternidade me colocou em um lugar que eu ainda não conhecia, um lugar de mundo mesmo, enquanto mulher e como agente transformadora da sociedade. Acho que isso ficou muito claro no momento em que descobri que seria mãe. Foi ali que pensei: 'Meu Deus, eu preciso fazer alguma coisa para melhorar esse mundo para essas crianças'. E, a partir daí, me entendi em um lugar que talvez eu até já ocupasse, mas que a maternidade trouxe para a consciência", diz à revista ELA.

Essa mudança de perspectiva atravessa também a maneira como articula uma carreira consolidada com a presença no cotidiano dos filhos, João Vicente, de 14 anos, e Maria Antônia, de 11. Longe de uma equação estável, o processo se dá em ajustes constantes, nos quais trabalho e vida pessoal não se opõem, mas se retroalimentam.

"É uma luta constante, mas também muito importante. Eu faço questão de mostrar para os meus filhos que, antes de ser mãe deles, eu sou uma mulher, uma mulher que tem uma profissão e que é completamente apaixonada pelo que faz. Eu sei que sou uma mãe melhor quando continuo trabalhando, porque isso faz parte da minha estrutura, me dá prazer. Não existe uma disputa. Hoje, inclusive, sinto que trabalho ainda mais por causa deles. E, ao mesmo tempo, é importante saber reconhecer quando o trabalho está demais e eles precisam de mim, e eu deles", destaca.

Sem aderir a narrativas idealizadas, Taís revela um cotidiano atravessado por contrastes. Para ela, a experiência se constrói nesse equilíbrio instável entre exigência e prazer, um processo que, embora desafiador, não abre mão da verdade.

"Eu só sei viver a maternidade real. Não sei viver outro tipo. Porque a maternidade dá trabalho, é cansativa, exige muito. Mas também tem momentos de enorme prazer. É esse equilíbrio, e ele não é fácil", afirma.