Suzane von Richthofen afirma ter sido 'perdoada por Deus' e ausência de carinho em documentário
Vinte anos após o assassinato dos pais, Suzane von Richthofen voltou a se pronunciar sobre o caso que chocou o Brasil em um documentário inédito da Netflix. Na produção, com o título provisório de "Suzane Vai Falar", ela relembra a infância, comenta sua trajetória e compartilha sua versão sobre um dos crimes mais emblemáticos do país.
Suzane lembra a infância marcada por distanciamento familiar e falta de afeto. “Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não havia demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com meu irmão”, relatou.
Sobre o pai Manfred, ela acrescentou que ele era ainda mais distante: “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”.
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Maternidade e "perdão de Deus"
Durante a série documental, que ainda não tem data oficial de estreia, Suzane também fala sobre sua vida atual e a maternidade. Em determinado momento, ela afirma ter recebido o perdão divino após o nascimento do filho: “Quando eu olho para o meu filho, tenho a certeza de que Deus me perdoou”, disse.
Desde 2023, Suzane iniciou uma nova fase da vida. Após deixar o presídio, ela conheceu o médico Felipe Zecchini Muniz, oficializou a união e se mudou para a casa dele em Bragança Paulista. Com o casamento, adotou o nome Suzane Louise Magnani Muniz.
O casal teve o primeiro filho em 2024; Felipe já é pai de outras três filhas do casamento anterior. Sobre a transformação pessoal, Suzane afirmou: “Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”.
A declaração reforça a mudança de vida que ela busca consolidar após anos de repercussão nacional pelo crime que chocou o país no início dos anos 2000.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
