Suzana Alves explica como se deu sua conversão religiosa, fala sobre 'buraco' após viver Tiazinha e lembra depressão: 'Não tinha vontade de viver'

 

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Suzana Alves conta que foi difícil o processo de distanciamento da imagem de símbolo sexual depois de viver Tiazinha, personagem surgida no programa "H" (Band) que fez enorme sucesso nos anos 1990.

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A busca por uma nova trajetória profissional levou Suzana aos palcos de teatro e de volta à faculdade de Jornalismo. No entanto, num primeiro momento, o esforço ainda era voltado para a validação externa e para o combate aos rótulos impostos.

— A questão da sensualidade me limitava. Falavam: "Ela só fez sucesso por causa do corpo". Aquilo doía em mim porque sabia do meu talento e da minha capacidade artística. Sabia por que aquilo era uma missão na minha vida. Mas só eu. A personagem ficou muito maior do que eu. Queria mostrar para as pessoas que eu tinha talento em vez de buscar a Deus. Quando deixei a Tiazinha, achei que o teatro iria me satisfazer. Não sabia que aquele buraco era a minha missão — disse ela em entrevista ao podcast de Karina Bacchi, "+Forte", num episódio publicado nesta terça-feira (12).

Ela também lembrou os momentos em que enfrentou um quadro de depressão:

— Tinha medo. Estava vivendo uma depressão e não podia dar nome. Não sabia dar nome. Naquela época, a gente não falava muito sobre isso porque as pessoas achavam que você era maluco. Tinha medo de confessar para as pessoas os pensamentos que eu tinha. Não tinha muita vontade de viver. Passei muita coisa sozinha. Já estava com algumas doenças psicossomáticas emocionais. Não sabia dar nome, mas também tinha vergonha de me comunicar com alguém sobre isso.

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A virada de chave definitiva, segundo Suzana, aconteceu há duas décadas. Ela afirma que o hábito de escrever diários e cartas funcionou como uma ferramenta de sobrevivência espiritual antes mesmo da conversão oficial à religião evangélica:

— Deus foi me tocando e me levando para um vazio. O buraco que faltava em mim era exatamente do tamanho de Deus. Comecei a comprar vários cadernos e falar com Ele na escrita. Foi a intuição do Espírito Santo me ajudando porque eu não teria aguentado. Quando você cala a fala, o corpo cala. A escrita era uma forma de jogar tudo para fora. Sentia que Deus estava conversando comigo naquelas cartas. Não voltei para Jesus. Realmente me converti, há 20 anos, a partir da leitura do livro "Uma vida com propósito". Mudei a rota.

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