Suspeitos em caso de corretora morta, síndico e filho têm prisão temporária mantida

 

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O laudo que vai apontar a causa da morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, deve ficar pronto em até 10 dias. O corpo dela foi encontrado em fase de esqueletização em uma área de mata a cerca de 5 km Caldas Novas, em Goiás, nesta quarta-feira (28). Aconteceu hoje a audiência de custódia dos dois suspeitos.

A sessão terminou com a manutenção da prisão temporária por 30 dias, e o processo segue em segredo de Justiça. Por esse motivo, os advogados de defesa não comentaram o conteúdo da audiência e se limitaram apenas a informar que a sessão transcorreu dentro da normalidade, sem divulgação de detalhes.

Outra novidade é a realização dos primeiros depoimentos formais. No complexo de delegacias especializadas em Goiânia, houve a transferência do síndico Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, que foram levados para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, onde prestaram depoimento por horas aos delegados responsáveis pelo caso.

A Polícia Civil pediu a prisão temporária e também requereu que eles permaneçam custodiados em Goiânia, mesmo com o crime tendo ocorrido no sul do estado, em Caldas Novas.

O síndico do prédio onde a vítima morava foi preso pela Polícia Civil ontem, confessou o crime e indicou o local onde o corpo foi deixado. Ele afirmou que o filho é inocente, no entanto, Maykon é investigado por suspeita de ajudar a ocultar o crime por ter comprado um celular novo para o pai após o assassinato.

As investigações agora seguem concentradas na dinâmica do crime. A corretora, que ficou desaparecida por mais de 40 dias, teve o último registro em vida no elevador do prédio onde morava, quando descia para verificar uma queda de energia.

Segundo a Polícia Civil, o ponto-chave da apuração é um intervalo de cerca de 7 minutos e meio sem imagens de câmera de segurança. Na época, não havia registros da saída da vítima do prédio. Posteriormente, imagens mostraram o síndico deixando o local com o veículo.

Após a prisão, ele informou à polícia que usou esse carro para levar o corpo até a região onde foi encontrado. No entanto, a dinâmica exata de como esse crime ocorreu ainda não foi detalhada.

A polícia também aponta que havia conflitos anteriores entre a vítima e o síndico. Daiane havia assumido a administração de imóveis da família, função que antes era exercida pelo Cléber. As desavenças começaram em novembro de 2025 e se intensificaram nas semanas que antecederam o crime. A vítima, inclusive, registrou mais de 10 boletins de ocorrência contra o suspeito, que também foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás pelo crime de stalking.

O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Goiânia. Segundo a Polícia Técnico-Científica, o corpo passou por exames no local e por análises mais detalhadas no IML, incluindo tomografia.