Suspeitos de matar corretora chegam a Goiânia e devem passar por audiência de custódia
Os dois suspeitos pelo assassinato da corretora Daiane Alves Souza chegaram a Goiânia na tarde desta quarta-feira (28). O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, foram trazidos de Caldas Novas, no sul de Goiás, para o Complexo de Delegacias Especializadas.
Cleber foi encaminhado para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios. Ao sair do veículo, ele foi questionado sobre a motivação do crime, mas respondeu apenas que o filho é inocente e que não sabia por que estava ali.
De acordo com a Polícia Civil, nenhum dos dois será ouvido neste primeiro momento. A corporação pediu a prisão temporária por 30 dias e informou que os investigados devem passar por audiência de custódia em até 24 horas. Eles permanecerão custodiados em Goiânia.
O advogado de Cleber, Felipe Borges de Alencar, afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito e disse que a defesa adota uma postura colaborativa. O investigado deve ser ouvido formalmente após a audiência de custódia.
O advogado também reforçou que Cleber nega participação do filho no crime, mas destacou que a defesa só vai se manifestar oficialmente após ter acesso ao processo.
Laudos podem levar até 60 dias
A Polícia Civil informou ainda que o corpo da corretora de 43 anos será trazido para Goiânia para a realização de exames periciais. Os primeiros resultados devem levar cerca de 10 dias, enquanto o laudo definitivo pode ficar pronto em até 60 dias.
Segundo a polícia, o documento é fundamental para esclarecer como o crime ocorreu. As investigações agora se concentram em entender a dinâmica da morte e se houve premeditação.
Entenda o caso
Daiane Alves Souza era natural de Uberlândia, em Minas Gerais, e morava em Caldas Novas há cerca de dois anos. Ela administrava seis apartamentos da família na cidade turística.
Familiares relataram que Daiane tinha desavenças com moradores do prédio. Em 17 de dezembro, dia do desaparecimento, a corretora desceu ao subsolo para verificar um problema na energia elétrica, porque o apartamento dela estava sem luz.
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane no elevador por volta das 19h. Ela entra e grava um vídeo para uma amiga, sai logo depois e não é mais vista.
A Polícia Civil destacou como ponto-chave um intervalo de 7 minutos e meio sem imagens de segurança. Esse período corresponde ao tempo entre a saída da vítima do elevador e a chegada ao local dos disjuntores do prédio — trecho em que não há registros. O registro citado foi feito por volta das 19h30.
O corpo de Daiane Alves foi encontrado em estado de esqueletização nesta quarta-feira. Os restos mortais estavam a mais de 15 quilômetros do local do crime. A polícia confirmou que o celular da vítima não foi localizado.
