Suspeito de ter participado na morte dos quatro jovens de MG em Santa Catarina é morto pela polícia

 

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Um homem de 30 anos, investigado por participação no assassinato dos quatro jovens de Minas Gerais encontrados mortos em Santa Catarina, morreu nesta sexta-feira durante uma ação da Polícia Civil no município de Navegantes (SC).

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Segundo a corporação, o suspeito conhecido como "Tio Sam" estava foragido e tinha dois mandados de prisão. Além de ser investigado em vários casos de sequestros e de homicídios na região da Grande Florianópolis nos últimos meses a mando da principal facção criminosa do Estado, Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Um desses casos seria a morte de Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, Bruno Máximo da Silva, 28, Guilherme Macedo de Almeida, de 20, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19. Os jovens estavam desaparecidos desde o dia 28 de dezembro de 2025 e foram encontrados mortos com sinais de tortura no dia 3 de janeiro às margens de uma estrada no bairro Fundos, em Biguaçu, Florianópolis.

De acordo com a Civil, no momento da prisão, o homem tentou reagir contra os policiais usando um revólver. No entanto, foi atingido e não resistiu aos ferimentos. A polícia ainda informou que o criminoso tinha diversos antecedentes, incluindo condenações por homicídio e tráfico de drogas, tendo cumprido quase dez anos preso.

Relembre o caso

Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, Bruno Máximo da Silva, 28, Guilherme Macedo de Almeida, de 20, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19, foram encontrados mortos em Biguaçu, Florianópolis no dia 3 de janeiro com sinais de tortura.

Os jovens vindo de Minas Gerais foram vistos pela última vez por volta das 3h do dia 28 de dezembro, em frente ao prédio onde moravam, no bairro de Barreiros. Segundo a irmã de Guilherme, Laís Almeida, o grupo teria saído de casa para ver o nascer do sol em uma praia da região.

No sábado, a Polícia Militar declarou que recebeu informações sobre a localização dos corpos, que estavam amarrados e, aparentemente, mutilados. As polícias Civil e Científica também foram chamadas diante da confirmação dos restos mortais.

Pedro Henrique era natural de Araraquara (SP), Guilherme e Bruno de Guaranésia (MG) e Daniel Luiz de Guaxupé (MG). De acordo familiares, eles haviam se mudado entre os meses de outubro e dezembro para Santa Catarina para trabalhar.