Suspeito de chefiar o tráfico de drogas em MG chega a BH após prisão na Bolívia
Chegou ao Brasil nesta terça-feira (17) o traficante mineiro preso na Bolívia, apontado como um dos principais chefes do tráfico de drogas em Minas Gerais, com atuação internacional.
De acordo com a Polícia Federal, uma aeronave da instituição foi enviada ao país vizinho, nesta segunda-feira (16), para buscar Douglas de Azevedo Carvalho, de 34 anos. No dia seguinte, o jato retornou e pousou no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
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Segundo a Polícia Federal, o traficante desembarcou sob forte esquema de segurança – devido ao alto grau de periculosidade – e foi conduzido em uma viatura. Após os procedimentos de praxe, o suspeito será encaminhado ao sistema prisional.
O criminoso foi preso no último domingo (15), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, durante uma operação conjunta das Polícias Federal e Civil de Minas Gerais. Douglas era quem chefiava um dos principais esquemas de tráfico de drogas em Minas, mesmo estando no país vizinho.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Álvaro dos Santos, o traficante foi localizado em um condomínio de luxo, com grande quantidade de dólares em espécie e documentos falsos:
"Ele foi capturado na presença da esposa dele. Junto com ele foram encontrados 60 mil dólares em dinheiro, um passaporte italiano falso e uma cédula de identidade boliviana também falsa."
Para conseguir prendê-lo, as Polícias Federal e Civil trabalharam durante um ano por meio da equipe de inteligência, como explicou o delegado Raphael Machado:
"É uma prisão de grande relevância. Para mim uma das grandes prisões que a Polícia Civil fez nos últimos anos. Ela é uma prisão preventiva que já estava na esfera processual, já tem um processo correndo na Vara de Inquéritos aqui de Belo Horizonte."
Ficha criminal
Douglas estava na lista de procurados prioritários do Ministério da Justiça e tem passagens por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Em 2023, ele foi preso em um sítio em Mateus Leme -- na Região Metropolitana de Belo Horizonte -- após tentar se esconder da polícia. Ele foi levado para uma penitenciária, mas deixou a unidade no mesmo ano, após decisão que concedeu prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Em julho de 2024, ele descumpriu as medidas e passou a ser considerado foragido. Para fugir, a tornozeleira que ele usava foi removida e colocada em uma pelúcia para tentar burlar a localização pelas forças de segurança.
As investigações também apontam envolvimento dele no envio de mais de 300 quilos de cocaína para a Europa, apreendidos em Portugal dentro de uma carga que simulava o transporte de açaí.
