Surto de vírus afeta seleção feminina da Finlândia às vésperas de estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno
A seleção feminina da Finlândia foi atingida por um surto de norovírus durante os Jogos Olímpicos de Inverno, colocando em dúvida a participação da equipe na partida de estreia do torneio de hóquei no gelo. Ao menos quatro jogadoras adoeceram e foram imediatamente isoladas para evitar a propagação do vírus, considerado altamente contagioso.
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A comissão técnica decidiu não divulgar a identidade das atletas infectadas. As companheiras de quarto das jogadoras também foram colocadas em quarentena e estão proibidas de deixar o alojamento da equipe na Vila Olímpica.
Segundo o jornal finlandês Iltalehti, a médica da delegação finlandesa, Maarit Valtonen, afirmou que todas as medidas de contenção estão sendo adotadas.
— Todo contato está sendo evitado neste momento — disse ela, acrescentando que a situação clínica das atletas está sob controle. — É uma doença difícil, mas estamos familiarizados com ela. O mais importante é monitorar a condição das jogadoras.
Como precaução adicional, todas as áreas utilizadas pela equipe na Vila Olímpica e a pista de gelo passarão por um processo completo de desinfecção. A seleção cancelou todos os treinos e entrevistas coletivas previstos para quarta-feira, além de adotar regras rigorosas de higiene e distanciamento.
A Finlândia tinha estreia marcada para esta quinta-feira contra a seleção do Canadá, uma das favoritas ao ouro. Ainda não está claro se a equipe conseguirá entrar em quadra. Pelo regulamento olímpico, uma seleção precisa ter ao menos 17 jogadoras — incluindo duas goleiras — para disputar uma partida. A delegação finlandesa chegou aos Jogos com 23 atletas.
O gerente da equipe, Kimmo Oikarinen, informou que está em contato com o Comitê Olímpico Internacional e com a Federação Internacional de Hóquei no Gelo para definir os próximos passos.
— No pior cenário, talvez não consigamos competir na primeira partida, mas estamos confiantes de que entraremos no gelo — afirmou.
Paralelamente, a equipe médica tenta identificar a possível origem da infecção. De acordo com Valtonen, o norovírus representa um desafio justamente por ser difícil de rastrear.
— Ele pode ser transmitido por alimentos, superfícies contaminadas ou até pelo ar — explicou.
