Superstições, retoques na fantasia e broncas: como são os minutos finais das escolas de samba antes de entrar na Sapucaí; vídeo
Para apresentar o espetáculo de todo carnaval na Sapucaí, as escolas trabalham o ano inteiro. E, até poucos minutos antes de pisar na Avenida, há detalhes a serem ajustados nos bastidores. Um dos aspectos que se destacam é o da superstição. A concentração é onde os componentes fazem suas últimas preces. É o caso da professora Fernanda Santoli, de 48 anos, da ala das baianas da Acadêmicos de Niterói.
Por dentro dos gigantes: artistas de Parintins são responsáveis pelos movimentos dos carros alegóricos na Sapucaí
Polêmica no carnaval: jurada tira pontos da Mocidade Independente de Padre Miguel por associar Rita Lee ao título de 'padroeira'
— As baianas vêm limpar as energias para termos um bom desfile. Então, na viradinha ali para a entrada da Sapucaí, eu faço uma oração, e me benzo — conta.
Como são os bastidores da concentração da Sapucaí?
Não deixa de ser também uma área de tensão, onde há pressão, cobrança para a conclusão dos retoques finais e broncas. Poucos minutos antes de conversar com o EXTRA, a fisioterapeuta Laís Andrade, de 28 anos, havia terminado de vestir a fantasia, que acabou tendo uma alça arrebentada.
— Eu já estava arrumada, mas, nos preparativos finais, minha fantasia deu uma arrebentada aqui. Mas nada que a gente não consiga resolver — disse. — A minha fantasia é a cobra Muçurana. Existe uma lenda na cultura nordestina sobre uma cobra que entra na casa das pessoas e suga o leite materno, deixando as crianças com fome.
A concentração é ainda o espaço da espera e da ansiedade. Quem passa por ali sabe bem como essas palavras ganham significado na prática.
Muitos coordenadores de alas usam o momento prestes a entrar na Sapucaí para elevar o astral dos componentes.
— Vambora, galera! Vamos nos animar. Vamos com força e coragem rumo à vitória — gritava Jorge Lopes, coordenador de ala da Acadêmicos de Niterói, primeira a desfilar no domingo.
