Superlotação de visitantes na Costa Amalfitana causa engarrafamento em vielas e revolta no turismo de luxo
A Costa Amalfitana é uma das áreas turísticas mais desejadas por visitantes estrangeiros na Itália.
Símbolo da "dolce vita" e do luxo mediterrâneo e cantada pelo cinema, a região, entretanto, virou sinônimo de superlotação.
"Positano é cheia de ruelas estreitas, e todo mundo anda junto. Metade das pessoas sobe, metade desce. Era um caos total. Todo mundo se encostava, ombro a ombro", disse um turista americano decepcionado que viajou para Positano no verão passado, de acordo com o "NY Post".
Positano, na Costa Amalfitana
Reprodução/Instagram
Positano, na Costa Amalfitana
Reprodução/X
Imagens de um vídeo que viralizou neste mês confirmam que o caos retornou, revelando passagens estreitas congestionadas de turistas.
Para empresários do setor turístico e os ricos que costumam curtir a região, o cenário é assustador. Segundo eles, um dos vilões são os influencers que gravam vídeos em cidades da Costa Amalfitana e incentivam o turismo à região.
Pela lógica, a exposição da região em redes sociais e o turismo deveriam ser bem-vindos. Mas para alguns o grande fluxo de turistas que vê, comem e vão embora — especialmente os de cruzeiros — está destruindo a imagem luxuosa e inspiradora da Costa Amalfitana.
"São cenas típicas do Terceiro Mundo", disse ao jornal "The Telegraph" o ex-prefeito Salvatore Gagliano, proprietário do hotel cinco estrelas Grand Hotel Tritone, em Praiano. "As estradas são estreitas. Quando estão bloqueadas, é uma confusão total", acrescentou ele.
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Segundo Gagliano, hóspedes de seu hotel, que gastam mais de US$ 2.200 por noite em acomodações, relutam em sair da propriedade para uma refeição ou excursão, alegando aversão a multidões.
Moradores, por sua vez, dizem que estão sendo forçados a ficar em casa.
"Os prefeitos e administradores da Costa Amalfitana gostam dessa bagunça. Caso contrário, já teriam emitido ordens para civilizar esse turismo de massa", disse o morador local Antonio Attianese. "Isso acontece há anos e a situação piora a cada ano", acrescentou ele.
