No Brasil, o fenômeno aumenta a preocupação com calor extremo, estiagens, temporais e enchentes, com efeitos que podem continuar durante os primeiros meses de 2027. O clima mundial está diante de um cenário que preocupa meteorologistas.
O Super El Niño de 2026 está próximo de atingir sua intensidade máxima e pode se tornar o mais forte dos últimos 150 anos. As previsões internacionais apontam dezembro como o período mais crítico, quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico poderá alcançar níveis extraordinários.
No Brasil, o fenômeno aumenta a preocupação com calor extremo, estiagens, temporais e enchentes, com efeitos que podem continuar durante os primeiros meses de 2027. A previsão mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgada em 8 de outubro, indica que dezembro será o mês de maior intensidade do fenômeno.
O aquecimento das águas do Pacífico equatorial continua avançando e apresenta números muito acima da média histórica. As projeções destacam três informações importantes sobre o calendário do fenômeno:
A OMM projeta anomalia de aproximadamente 3,7°C na região Niño 3.4 durante o trimestre de outubro a dezembro. Super El Niño explained in a simple way.
#ElNino O ritmo de aquecimento do Pacífico é um dos principais motivos de preocupação dos pesquisadores.
Em junho, a anomalia térmica na região central do oceano estava próxima de 1,6°C. Em agosto, chegou a aproximadamente 2,5°C e, em meados de outubro, alcançou cerca de 3,3°C em medições semanais.
Outro fator importante é a quantidade de calor acumulada abaixo da superfície oceânica. Segundo dados da NOAA, determinadas áreas do Pacífico oriental registraram temperaturas superiores em mais de 10°C à média esperada em algumas profundidades.
Entre os episódios históricos utilizados nas comparações estão: A NOAA estima 83% de probabilidade de que o indicador utilizado em suas previsões supere, entre outubro e dezembro, os níveis dos principais episódios registrados desde 1950.
O aquecimento do Pacífico interfere na circulação atmosférica e pode modificar a distribuição das chuvas no território brasileiro. Os efeitos não serão iguais em todas as regiões, mas algumas áreas exigem atenção especial.
Veja os principais riscos associados ao fenômeno: O fenômeno pode provocar extremos climáticos diferentes conforme a localização.
Veja onde estão os principais pontos de atenção. Os impactos do El Niño variam conforme a região e a época do ano.
Acompanhar os boletins meteorológicos e os alertas da Defesa Civil ajuda a antecipar situações de risco. Um boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em outubro, apontou 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026.
O fim do pico não significa que os efeitos desaparecerão imediatamente. As projeções do International Research Institute for Climate and Society (IRI), da Universidade de Columbia, indicam permanência das condições de El Niño até o trimestre de março, abril e maio de 2027.
Segundo os modelos analisados, existe 100% de probabilidade de manutenção dessas condições no período considerado. Depois disso, a tendência é de enfraquecimento gradual, embora as temperaturas elevadas do oceano ainda possam influenciar o clima durante parte do primeiro semestre.
Novembro e dezembro serão decisivos para determinar se o fenômeno realmente entrará para a história. Embora as projeções indiquem um episódio extraordinário, o recorde de 150 anos ainda depende da confirmação das medições oceânicas e atmosféricas.
Os pesquisadores continuarão acompanhando três indicadores fundamentais: Os pesquisadores precisam acompanhar a evolução do oceano e da atmosfera para determinar a verdadeira intensidade do fenômeno climático.
As medições das águas superficiais e das camadas profundas ajudam a identificar a quantidade de calor acumulada no oceano e a intensidade do aquecimento. A intensidade dos ventos e as mudanças na circulação da atmosfera mostram como o aquecimento do Pacífico está influenciando os padrões climáticos.
O comportamento dos indicadores climáticos nos próximos meses será fundamental para verificar se o fenômeno manterá a intensidade projetada. As projeções apontam para um episódio excepcional, mas a confirmação de um novo recorde histórico depende das medições e da evolução dos indicadores oceânicos e atmosféricos.
Se as previsões se confirmarem, o Super El Niño de 2026 poderá superar episódios históricos e estabelecer um novo recorde de intensidade, com consequências que vão muito além do encerramento deste ano.
O Antogonista