Suíça identifica todas as vítimas de incêndio em bar e amplia investigação

 

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A polícia suíça confirmou a identificação das 40 pessoas que morreram no incêndio em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, ocorrido na noite do Ano-Novo. Entre as vítimas estão 20 menores de idade. A atualização ocorre após um dia de homenagens na cidade e marca uma nova etapa das investigações sobre a tragédia.

Segundo as autoridades, 21 vítimas eram suíças, uma tinha dupla nacionalidade franco-suíça e 18 eram estrangeiras, com idades entre 14 e 39 anos. Nove dos mortos eram franceses, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da França. Nenhum outro dado pessoal foi divulgado, em respeito às famílias.

O incêndio deixou ainda 119 feridos, principalmente adolescentes e jovens adultos. Seis pessoas seguem sem identificação. Trinta e cinco feridos com queimaduras graves foram transferidos para hospitais da França, Bélgica, Alemanha e Itália. O governo italiano informou que cinco dos seis corpos de cidadãos do país já foram repatriados.

As investigações apontam que o fogo começou a partir de velas colocadas em garrafas de champanhe, posicionadas muito próximas ao teto do subsolo do bar. Testemunhas relataram rápida propagação das chamas, grande volume de fumaça e forte calor. A largura da escada de acesso, que permitia a passagem de apenas duas pessoas por vez, dificultou a evacuação.

A Justiça suíça abriu investigação criminal contra os proprietários do estabelecimento, o casal francês Jacques e Jessica Moretti, por incêndio culposo e lesões corporais por negligência. A polícia informou que não pediu prisão preventiva ou domiciliar, por não haver indícios de risco de fuga.

A próxima fase da apuração vai analisar a regularidade das obras, os materiais utilizados, as saídas de emergência, os sistemas de combate a incêndio e o cumprimento das normas de segurança. Os investigadores também examinam uma espuma instalada no teto, usada como isolante acústico.

A Prefeitura de Crans-Montana anunciou que entrará com uma ação para exigir o esclarecimento completo do caso. A Suíça decretou 9 de janeiro como Dia de Luto Nacional, com novas homenagens às vítimas. O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que participará da cerimônia.