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Salários altos, serviços públicos de excelência e uma das maiores qualidades de vida do mundo.
A Suécia é um dos destinos europeus mais desejados por quem busca bem-estar e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Mas o custo de vida elevado e o inverno longo e rigoroso, que no norte pode durar até oito meses, são os principais pontos de atenção.
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A Suécia tem qualidade de vida entre as mais altas do planeta, com IDH de 0,95, e serviços públicos eficientes.
Há ainda incentivo para estudantes estrangeiros com a bolsa Swedish Institute Scholarships for Global Professionals (SISGP), que cobre integralmente mensalidades, passagens e custos de vida, oferecendo ajuda de custo de SEK 12.000 (cerca de R$ 6.300) mensais.
No Global Peace Index 2026, ocupa a 40ª posição, entre os países mais pacíficos do mundo, mas caiu 22 lugares desde 2008, queda atribuída à escalada da violência entre gangues em áreas urbanas e ao aumento dos gastos militares após a entrada do país na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Já o sistema de saúde é público e financiado por impostos, considerado um dos melhores do mundo, e, embora não seja totalmente gratuito, tem um teto de gastos que protege o cidadão de custos elevados.
Cerca de R$ 20 mil de média salarial
A Suécia não possui salário mínimo nacional definido em lei.
Em vez disso, os salários são determinados por convenções coletivas (kollektivavtal) negociadas entre sindicatos e empregadores para cada setor específico.
Para fins de comparação, a média salarial bruta gira em torno de US$ 5.400 mensais (cerca de R$ 20 mil), segundo dados ajustados pela Paridade de Poder de Compra (PPC).
Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida.
Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país.
Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.
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E o custo de vida é alto, sobretudo na capital Estocolmo, ainda que equilibrado pelos salários e pelos serviços públicos.
Lá, o aluguel de um apartamento de um quarto custa entre 9.000 SEK (R$ 5 mil) e 12.000 SEK (R$ 6.600).
A capital, de fato, é a cidade mais cara, mas cidades como Gotemburgo e Malmö podem ter aluguéis 15% a 20% mais baixos.
O transporte público é altamente eficiente e integrado em quase todas as regiões.
Um passe mensal custa em média 850 SEK (R$ 470) a 1.000 SEK (R$ 550).
Um bilhete único custa cerca de 40 SEK (R$ 22).
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No mercado, o gasto mensal fica entre 3.000 e 4.000 SEK (cerca de R$ 1.590 a R$ 2.120).
A recomendação é fazer as compras nas redes Lidl e Willys, que são as opções mais acessíveis do país.
Profissionais qualificados ganham descontos
A principal rota de trabalho é o Work Permit, que exige oferta formal de um empregador sueco e a vaga anunciada em toda a Europa por pelo menos 10 dias.
O salário passa por dois filtros, valendo sempre o maior: o piso legal, de 34.470 SEK mensais (cerca de R$ 18.300), e o salário de referência da convenção coletiva do setor.
O contrato precisa passar pelo crivo do sindicato da categoria, e a empresa é obrigada a bancar quatro seguros desde o primeiro dia: saúde, vida, acidentes e pensão.
Após quatro anos trabalhando com esse visto dentro de um período de sete anos, é possível solicitar a residência permanente.
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Para profissionais altamente qualificados há o EU Blue Card, que exige diploma ou pelo menos cinco anos de experiência na área, contrato de no mínimo seis meses e salário de pelo menos 1,25 vez a média nacional (53.625 SEK, quase R$ 30 mil).
Além disso, profissionais estrangeiros altamente qualificados transferidos para a Suécia podem usufruir de um benefício que garante 25% do salário totalmente livre de impostos durante os primeiros cinco anos de estadia.
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Apuração de Leonardo Marchetti.
Colaboraram Júlia Vidotti, aluna do Curso Jornalismo do Futuro, e a estagiária Letícia Guimarães.
