Submarino dos EUA afunda navio iraniano com torpedo, e guerra atinge patamar inédito desde 1945; entenda

 

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No quinto dia de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o conflito atingiu um novo patamar. Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano com o disparo de um torpedo ao largo da costa do Sri Lanka — episódio que o Pentágono classificou como o primeiro afundamento desse tipo desde a Segunda Guerra Mundial.

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Segundo autoridades locais, a embarcação atingida navegava em águas internacionais próximas ao Oceano Índico. O impacto deixou mais de 100 pessoas inicialmente dadas como desaparecidas. Horas depois, o vice-ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka confirmou ao menos 80 mortos. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou a ação como uma “vitória” estratégica.

— Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo — declarou em coletiva no Pentágono. — É o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com Hegseth, o navio atingido era o “Soleimani”, descrito como o “menino-bonito” da marinha iraniana. A embarcação homenageava o general Qasem Soleimani, morto em 2020 em ataque ordenado pelos EUA durante o primeiro mandato de Donald Trump.

— Acho que o presidente o apanhou duas vezes — ironizou Hegseth, referindo-se ao nome do navio.

A destruição da embarcação amplia o conflito para o teatro marítimo em escala que não se via há décadas, consolidando a chamada “guerra dos mares” em paralelo aos ataques aéreos e operações cibernéticas já em curso.

O governo do Sri Lanka afirmou que atua em operações de resgate e assistência às vítimas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a nacionalidade de todos os tripulantes ou se havia civis a bordo.

O país, que não participa do conflito, tenta evitar que o episódio arraste a região para instabilidade mais ampla no Oceano Índico — rota estratégica para o comércio global.

O uso de torpedo lançado por submarino, com destruição total de um navio militar em águas abertas, representa uma escalada significativa. Especialistas avaliam que o episódio altera o equilíbrio do conflito e eleva o risco de retaliações diretas no domínio naval, inclusive no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.