Sua vida sexual está sem graça? Consumir gengibre pode ser a resposta (mas apenas se você for mulher); entenda

 

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Pesquisadores chineses descobriram que as mulheres que consumiam mais gengibre apresentavam maior desejo sexual, excitação e satisfação em seus encontros românticos. Mas nenhum desses efeitos foram vistos nos homens.

E, para piorar a situação deles, os pesquisadores acreditam que isso ocorre porque o gengibre pode reduzir a sensação de repulsa – uma sensação intimamente ligada à náusea – o que pode tornar as mulheres mais receptivas ao sexo. Ou seja, não é nem por conta do charme irresistível dos homens.

A equipe analisou a vida sexual de mais de 2.000 pessoas, bem como a quantidade de gengibre que elas consumiam em bebidas, suplementos e no preparo de alimentos.

O gengibre tem sido usado há milênios para tratar uma infinidade de problemas: resfriados, dores de cabeça, problemas estomacais, dores articulares, dores musculares e fadiga. É particularmente popular na Ayurveda e na medicina tradicional chinesa como um tempero aquecedor que estimula a digestão, melhora a circulação e contribui para a vitalidade geral.

Um dos usos do gengibre com maior respaldo científico é o tratamento da náusea. A raiz contém mais de 400 compostos químicos, mas o efeito antiemético provém principalmente de dois deles — o gingerol e o shogaol — que conferem à planta seu sabor picante. Essa dupla parece bloquear certos mensageiros químicos no intestino e no cérebro que desencadeiam náuseas e vômitos, e melhora a digestão acelerando a passagem dos alimentos pelo estômago.

Para o novo estudo, casais que tomaram um suplemento de gengibre uma vez por dia durante um mês tiveram mais relações sexuais em comparação com um grupo que recebeu placebo.

“As mulheres desenvolveram estratégias sexuais mais cautelosas e seletivas em comparação aos homens. Isso geralmente se traduz em maior sensibilidade à repulsa e menor excitação sexual. Essa cautela evolutiva pode criar uma "barreira" psicológica que intervenções como o gengibre podem modular com mais eficácia”, escreveram os autores em artigo publicado no International Journal of Sexual Health.