'Sua Majestade': Governo britânico recebe críticas após retirar referência à monarquia em comunicações oficiais
O governo trabalhista britânico foi criticado por opositores por suposta falta de respeito ao rei após confirmar a adoção de um logotipo com a legenda “Governo do Reino Unido”, em substituição a “Governo de Sua Majestade” nas comunicações oficiais.
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A alteração havia passado despercebida, mas gerou reação depois que o ministro do Gabinete e responsável por assuntos constitucionais, Nick Thomas-Symonds, confirmou a mudança nesta semana. Em resposta escrita enviada na segunda-feira a um deputado conservador, o ministro informou que foi tomada “uma decisão estratégica de adotar a expressão ‘Governo do Reino Unido’ (UK Government) como identidade principal para todas as comunicações dirigidas ao público”.
Thomas-Symonds acrescentou que o novo padrão passou a ser utilizado em julho de 2024, com a chegada do governo de Keir Starmer. Para o deputado conservador Alex Burghart, abandonar “Governo de Sua Majestade” (HM Government) representa uma tentativa de “apagar discretamente a tradição pelo mero desejo de se modernizar”.
“O rei Charles III é ignorado”, afirmou o tabloide The Sun. Já o Partido Conservador, citado pelo Daily Mail, avalia que a mudança “demonstra falta de respeito às instituições nacionais”.
Diante das críticas, um porta-voz do primeiro-ministro declarou que a denominação “HM Government” continuará a ser empregada em comunicações e documentos “pertinentes”. As regras anteriores estabeleciam que “a denominação ‘HM Government’ é reconhecida e goza da confiança do público. Como tal, constitui a marca principal da comunicação governamental”, segundo documento oficial de 2022.
O texto também especificava que a expressão “UK Government” era usada sobretudo no exterior e poderia ser adotada “para comunicações que se aplicam a todo o Reino Unido”.
A decisão foi elogiada pelo líder do grupo antimonarquista Republic, Graham Smith. “É a decisão correta e reflete o verdadeiro papel (do governo), que é servir à população e não aos poderosos”, afirmou ao jornal The Telegraph.
Menos da metade dos britânicos (45%) ainda apoia a monarquia, segundo pesquisa divulgada nesta semana, em meio a um momento delicado para a família real devido às ligações entre o irmão do rei, o ex-príncipe Andrew, e o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
