STJ vai decidir se Justiça comum ou Militar julgará tenente-coronel suspeito de matar a esposa
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai decidir se a Justiça comum ou a Militar deve julgar se o tenente-coronel da PM Geraldo Neto foi o autor da morte da esposa, a soldado Gisele Alves.
A Promotoria de Justiça Militar fez o pedido após entender que há conflito de competência.
A solicitação foi aceita e formalizada em sete de abril. Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central da capital paulista.
O tenente-coronel afirma que a mulher cometeu suicídio, e sua defesa afirma que a Justiça Militar não tem competência para analisar e julgar o caso, que deveria, assim, ser encaminhado à Justiça comum.
No entanto, laudos e mensagens trocadas pelo casal apontam para feminicídio, segundo a investigação. Em 18 de março, a Justiça comum aceitou denúncia do Ministério Público de São Paulo e tornou Geraldo Neto réu por feminicídio e fraude processual.
