STJ torna réu desembargador aposentado do TRF-2 por violência sexual e assédio contra servidoras
A Corte Especial do STJ recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o desembargador federal aposentado compulsoriamente Guilherme Diefenthaeler. Ele atuava na justiça federal do Rio de Janeiro, no Tribunal Regional da Segunda Região. Ele agora se torna réu e alvo de uma ação penal pela suspeita de prática dos crimes de violência psicológica e sexual contra a mulher, por cinco vezes, assédio sexual, por três vezes, e importunação sexual. Todos os casos são em razão de condutas contra servidoras subordinadas em seu gabinete, valendo-se de sua condição de superior hierárquico.
Em nota, o Superior Tribunal de Justiça informou que os ministros consideraram que a violência psicológica contra a mulher é um crime de dano, ou seja, de causar "dano emocional à mulher". A Corte informa que isso não exige dano psíquico, apenas dano emocional, que pode ser comprovado de qualquer forma, dispensando a prova técnica.
Em março do ano passado, o Conselho da Justiça Federal decidiu afastar de forma compulsória o desembargador do cargo justamente por causa dessas denúncias de assédio moral e sexual.
O desembargador federal Guilherme Diefenthaeler está no TRF-2 em 2012.
O Sindicato dos SErvidores da Justiça Federal acompanha denuncias contra o desembargador desde 2016, quando uma servidora que trabalhava com ele procurou a direção da entidade para relatar os casos de assédio.
A reportagem da CBN tenta contato com a defesa do desembargador mas ainda não obteve retorno.
