O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira, dia 14, os efeitos da decisão que condenou o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) a nove anos, dez meses e 15 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Quaest presidencial: Lula lidera cenários de 2º turno, mas tem empate técnico com Flávio Bolsonaro Qual é o seu perfil ideológico? Teste do GLOBO revela sua posição político-ideológica com base nas respostas às perguntas a seguir Com a decisão, também ficam suspensos os efeitos de inelegibilidade decorrentes da condenação. Dino determinou ainda que o processo passe a tramitar no Supremo, por entender que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), responsável pela condenação, não tinha competência para julgar o caso. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também concedeu, na sexta-feira, uma liminar favorável ao ex-senador. O ministro Messod Azulay Neto, relator de um habeas corpus apresentado pela defesa, suspendeu a inelegibilidade provocada pela condenação no TRF-1. No despacho, Dino determinou que o TRF-1 preste informações sobre o caso em até dez dias. Em seguida, o processo deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação antes de retornar ao gabinete do ministro. De acordo com a defesa de Jucá, a liminar ainda precisa ser referendada pela Primeira Turma do STF. Após novela: Cleitinho registra candidatura ao governo de Minas no último dia e declara patrimônio de quase R$ 1 milhão A condenação do ex-senador pelo TRF-1 tem origem no depoimento de um ex-executivo da Odebrecht. Segundo a PGR, Jucá teria solicitado e recebido R$ 150 mil para atuar em favor da empreiteira durante a tramitação de duas medidas provisórias de interesse da empresa. O dinheiro foi registrado formalmente como uma doação à campanha de Rodrigo Jucá, filho do ex-senador. Para a PGR, no entanto, o destinatário final dos recursos seria o próprio Romero Jucá, o que teria caracterizado lavagem de dinheiro. As decisões ocorrem às vésperas do fim do prazo para o registro de candidaturas, que termina neste sábado, dia 15 de agosto, às 19h. Jucá anunciou em abril sua pré-candidatura a deputado federal por Roraima e vem fazendo campanha nas redes sociais. De 20 a 91 anos: quem são o candidato caçula e o mais velho do Rio nas eleições de 2026 Um dos principais articuladores políticos do Congresso nas últimas décadas, Jucá foi senador por Roraima por 24 anos, líder dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer e ministro da Previdência e do Planejamento. No governo Temer, ficou especialmente conhecido pelo episódio do áudio com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgado em 2016, no qual falou sobre a necessidade de “estancar a sangria” em uma conversa sobre a Operação Lava-Jato. A repercussão levou à sua saída do Ministério do Planejamento poucos dias depois de assumir.
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STF suspende condenação de Romero Jucá e ex-senador fica apto a disputar eleição
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