STF: Fachin abre Ano Judiciário 2026 e cobra ética da Corte

 

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu o Ano Judiciário 2026 nesta segunda-feira (2) com um discurso focado em diálogo e responsabilidade institucional. A cerimônia ocorre em meio a uma crise de imagem que atinge o Judiciário.


O evento contou com a presença do presidente Lula e dos chefes do Legislativo. Fachin enfatizou que o protagonismo da Corte traz ônus, e as escolhas dos magistrados impactam diretamente a legitimidade do Tribunal.


"Momentos de adversidade exigem mais do que discursos, pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição", afirmou o ministro durante a solenidade.


O desafio do Código de Ética


A implementação de um Código de Ética é o ponto central nos bastidores do STF. Fachin tem atuado como mediador para superar resistências internas, especialmente após polêmicas envolvendo outros ministros da Corte.


Dias Toffoli: Foi alvo de críticas pela relatoria no caso que envolve o Banco Master e o Banco Central, além de questionamentos sobre viagens e relações pessoais.

Alexandre de Moraes: O desgaste aumentou após a divulgação de contratos de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o grupo Master.


Apesar da maioria dos ministros ser favorável a novas regras de conduta, existe um impasse sobre a aprovação do texto devido ao ano eleitoral.


Balanço e defesa da imprensa


Fachin apresentou um balanço do período de férias forenses, destacando a análise de 4.463 processos durante o plantão. Este trabalho foi realizado em conjunto com o vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes.


Em um aceno à opinião pública e aos críticos, o presidente do STF reforçou que a liberdade de expressão e de imprensa são pilares democráticos. Ele declarou que "a crítica republicana não é uma ameaça à democracia", mas uma forma de oxigenar o debate público.


Autoridades presentes


A cerimônia de abertura do Ano Judiciário contou com a presença das seguintes autoridades:


Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente da República

Edson Fachin: Presidente do STF

Davi Alcolumbre: Presidente do Senado

Hugo Motta: Presidente da Câmara

Paulo Gonet: Procurador-Geral da República


O ministro Luiz Fux foi a única ausência entre os magistrados da Corte, devido a um quadro de pneumonia.