STF debate permanência de Toffoli na relatoria do caso Banco Master
A pressão para que o ministro Dias Toffoli deixe a relatoria do caso Master aumentou, mas a avaliação de integrantes da Suprema Corte é de que ele não deve ceder e vai continuar responsável pelo processo.
Em meio à ligação de familiares dele com fundos investigados no caso Master e diante de novos embates com a PolÃcia Federal após decisões polêmicas do ministro, alguns pedidos foram protocolados na Procuradoria Geral da República pedindo o afastamento de Toffoli no caso. A PGR pode entrar com a ação no Supremo.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, voltou a BrasÃlia nesta segunda-feira em meio ao desgaste envolvendo a Corte. Mas continua, oficialmente, de recesso. Alexandre de Moraes, que é o vice, está na presidência no momento.
Mesmo fora, Fachin já vinha tentando colocar panos quentes na situação, tirar o Supremo do foco e dar uma resposta institucional. Nesse meio tempo, conversou com quase todos os ministros da Corte. Apesar do incômodo de parte dos ministros da Corte, a avaliação no STF é que as chances de Toffoli deixar a relatoria por iniciativa própria são mÃnimas. Interlocutores dos ministros negam que haja uma pressão deles nesse sentido.
De outro lado, a pressão aumenta também no Congresso Nacional. A oposição conseguiu assinaturas suficientes para instalar mais uma CPI do Master. Agora, são três requerimentos: para uma CPI na Câmara, uma no Senado e uma mista. A decisão está nas mãos de Davi Alcolumbre e de Hugo Motta que, se preferirem, podem engavetar os pedidos.
