SP: seis pessoas são presas em operação que mira infiltrados em prefeituras para lavar dinheiro
Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil, nesta segunda-feira, em uma operação contra uma organização criminosa que se infiltrou em prefeituras para lavar dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas.
Outros 22 mandados de busca e apreensão também são cumpridos em três estados, São Paulo, Goiás e Paraná, além do Distrito Federal.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos em valor superior a 500 milhões de reais.
O delegado Fabrício Intelizano, responsável pela investigação, explicou que o objetivo do grupo era “lucrar com atividades ilícitas, se infiltrar em esferas do poder público para potencializar esses ganhos e dar aparência de legalidade aos recursos”.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a quadrilha avançou na criação de um núcleo político para acessar recursos públicos e tentar influenciar eleições, com apoio ou financiamento de candidaturas alinhadas aos interesses da organização.
Também foi identificado o envolvimento de pessoas ligadas a administrações municipais de municípios da Grande São Paulo, do litoral paulista, Campinas e Ribeirão Preto.
A investigação aponta a intenção de inserir nessas localidades uma fintech criada por integrantes do PCC para lavar dinheiro por meio da gestão de receitas municipais, como taxas e impostos, incluindo emissão de boletos e relacionamento bancário com contribuintes.
A ação desta segunda leva o nome de Contaminatio e é um desdobramento da Operação Decurio, realizada em agosto de 2024 e que bloqueou oito bilhões de reais de contas de pessoas e empresas suspeitas de ligação com o PCC.
A época, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que revelaram um complexo sistema de movimentação financeira ilícita.
Com a análise desse material, os policiais identificaram não apenas a atuação no tráfico de drogas, mas também uma estrutura para lavar os recursos provenientes de outras atividades criminosas.
Uma das informações obtidas pela extração de dados de celulares apreendidos, foi que um integrante do PCC, teve autorização para pousar um helicóptero no heliponto do Palácio dos Bandeirantes, em 10 de março de 2021, para assistir a um jogo no estádio do Morumbi.
