SP: associação da Vila Mariana quer mudar local da futura estação Dante Pazzanese da Linha 16–Violeta do Metrô
A Associação dos Moradores da Vila Mariana defende a mudança de local da futura Estação Dante Pazzanese da Linha 16–Violeta do Metrô.
O projeto está na fase final de análise e elaboração do edital, com publicação prevista pro primeiro semestre deste ano. A Secretaria Estadual de Parcerias e Investimentos informou que o leilão deve ocorrer no segundo semestre.
Os estudos de traçado foram elaborados pela Acciona, que apresentou manifestação de interesse em participar do leilão. A empresa é a mesma responsável pelas obras da Linha 6–Laranja.
O relatório técnico da associação do bairro propõe que a estação, hoje prevista para a Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, entre as ruas Áurea e Morgado de Mateus, seja transferida para o estacionamento do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, a cerca de 500 metros do ponto indicado no projeto inicial.
A Associação dos Moradores da Vila Mariana defende a mudança de local da futura Estação Dante Pazzanese da Linha 16–Violeta do Metrô.
Reprodução
Pelo traçado atual, mais de 5 mil metros quadrados podem ser desapropriados, incluindo um hortifrúti recém-inaugurado, uma pizzaria e 16 casas. Parte dos imóveis integra um conjunto da década de 1920, atribuído ao arquiteto Rino Levi. Moradores e comerciantes dizem que ainda não foram notificados oficialmente, mas um abaixa assinado para fazer força conta a medida conta com quase três mil assinaturas
A Associação dos Moradores da Vila Mariana defende a mudança de local da futura Estação Dante Pazzanese da Linha 16–Violeta do Metrô.
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A proposta alternativa prevê a criação de um polo de mobilidade integrada em uma área de mais de 12 mil e 500 metros quadrados, com espaço para veículos, acesso de ambulâncias e caminhões pela Rua Astolfo Araújo, próximo ao Beco do Robin, além de um “Calçadão Verde” conectado ao Parque Ibirapuera.
O relatório também pede a reavaliação da passarela prevista na Estação Ibirapuera, na altura da Avenida 23 de Maio. Segundo a entidade, a estrutura pode interferir na paisagem do Obelisco do Ibirapuera.
A presidente da associação, Denise Delfim, afirma que a mudança pode reduzir custos e trazer ganhos urbanísticos:
"Um local onde não tem nada construído, que pertence à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Então, o que a gente mostra é que poderia existir uma estação ali na Dante Pazanese, dentro da vocação da Vila Mariana, que é o Verde. Ali é o caminho para o parque, tanto o farol como a passarela Titilo Matarazzo, que poderia ser totalmente revitalizada dentro dos objetivos da ODS."
Na Mooca, Zona Leste, a implantação de um pátio de trens da futura linha de metrô na Avenida Henry Ford pode levar à desapropriações onde funciona o Polo Industrial da região.
O entorno reúne 228 empresas de diferentes segmentos da manufatura e emprega cerca de 15 mil pessoas, segundo a Associação Avenida Henry Ford, Mooca e Região.
Estudos preliminares indicam 41 imóveis como possíveis alvos de desapropriação. Empresários elaboraram um novo relatório propondo a transferência do pátio para outra área próxima.
O presidente da associação, Anderson Festa, afirma que investimentos estão paralisados devido à indefinição do traçado do pátio da Linha 16–Violeta:
"Nós temos ali mais de 1 bilhão de investimentos praticamente ali no mínimo paralisados. Então a gente tem um grande shopping na região que tinha investimentos previstos, a gente tem outras empresas de grande porte com investimentos previstos para os próximos 5 anos no POM que paralisaram esses investimentos ou reduziram substancialmente porque é muito complicado você investir correndo um risco de amanhã ou depois precisar desapropriar ou coisa nesse sentido."
A primeira etapa da Linha 16–Violeta, chamada de “Linha dos Parques”, terá 19 quilômetros de extensão e 16 estações, ligando bairros como Pinheiros, Jardins, Vila Mariana, Ipiranga, Mooca e Vila Formosa.
A concessão será de 31 anos, com investimento estimado em 37 bilhões e meio de reais. A entrega está prevista até 2040, com expectativa de expansão futura até Cidade Tiradentes.
Em nota, a Secretaria de Parcerias e Investimentos informou que todas as contribuições estão em análise e podem ser incorporadas ao edital final.
