SP: após críticas, Nunes atribui problemas em megablocos a trio de Calvin Harris
Mesmo após os problemas provocados pela superlotação de megablocos no pré-carnaval em São Paulo no fim de semana passada, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) voltou a minimizar a situação pouco antes do início dos desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, encerrado encerrado na manhã deste sábado (14/2). Sem registro de ocorrências graves, o político exaltou a atuação das forças de segurança, mas reconheceu que é preciso “corrigir algumas questões”.
Apesar da avaliação, o prefeito não mencionou pontos específicos criticados por foliões e organizadores de blocos, entre eles a superlotação, a realização de dois megaeventos no mesmo trecho e o uso de gradis que dificultaram a circulação do público nas apresentações do DJ Calvin Harris e da Acadêmicos do Baixo Augusta. Nunes argumentou que o principal problema identificado foi o de o trio elétrico que levava o DJ ter permanecido “muito tempo parado”, e em pausas "provocadas pela multidão".
— Na Consolação, vamos corrigir algumas questões. Como, por exemplo, algo fundamental em uma situação dessas: o caminhão não parar. Foi exatamente nesse local, tanto do lado direito da Escola Paulista quanto do lado esquerdo, que acabaram caindo as grades — disse Nunes.
Na semana passada, o Acadêmicos do Baixo Augusta pela primeira vez teve que disputar o espaço com uma novidade, o DJ escocês, patrocinado por uma marca de cerveja. Calvin Harris não vinha ao Brasil há 11 anos e atraiu uma multidão para o local. Apesar de programados para horários diferentes, os públicos dos blocos acabaram se somando no mesmo local.
Banheiros químicos não dão vazão
Questionado sobre a quantidade de banheiros químicos — 15 mil no total, segundo a prefeitura —, o prefeito não confirmou se o número será ampliado nos próximos dias. Só um dos megablocos, o da cantora Ivete Sangalo, realizado no sábado passado, reuniu mais de um milhão de pessoas, de acordo com estimativas da Polícia Militar.
Sobre o planejamento para um público ainda maior no próximo ano, Nunes afirmou que "estudos estão em andamento", mas ressaltou que a experiência prática este ano será determinante para eventuais mudanças.
— A gente não pode transformar o Carnaval de rua em Carnaval com cancela, bilheteria, catraca. Carnaval de rua é aberto — afirmou.
O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar a superlotação registrada durante os eventos.
Vazamento 'oficial' de esgoto
Também nesta sexta-feira, um cano de esgoto estourou em frente ao camarote montado pela prefeitura no Sambódromo do Anhembi. O vazamento provocou mau cheiro na área de recepção do espaço, que recebeu autoridades e convidados. Para permitir a saída das pessoas, foram colocados paletes de madeira na passagem.
Em nota, a Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que foi identificada uma possível obstrução parcial na rede da Sabesp e que uma equipe atua para o reparo.
