Sobrinha revela como vítima adolescente foi abordada pelo famoso serial killer Ted Bundy

 

Fonte:


O famoso serial killer Ted Bundy escolhia suas vítimas metodicamente, fingindo estar ferido, pedindo ajuda ou se passando por uma figura de autoridade antes de matá-las. Ele também costumava atacar pessoas que faziam autostop, um meio de transporte popular entre jovens e estudantes na década de 1970.

Porém com Laura Ann Aime, a última vítima relacionada ao assassino, Bundy agiu surpreendentemente de forma distinta.

Taura Stucki, de 30 anos, sobrinha de Laura Ann, contou que um investigador particular a contatou e enviou os arquivos que havia compilado sobre o caso. Os detalhes mostravam como como Bundy agiu com a sua tia.

"Parece que Ted Bundy realmente perseguiu minha tia algumas vezes antes de matá-la. Ele a abordou várias vezes", contou ela, de acordo com o "US Sun".

Um episódio em especial foi determinante para o trágico desfecho:

"Algumas crianças estavam jogando folhas na blusa dela. Ele se aproximou, passou o braço em volta dela e disse: 'Deixem a minha namorada em paz'. Laura Ann olhou para ele e disse: 'Eu não sou sua namorada'. Saber que ele realmente a perseguiu é meio louco para mim, porque a maioria das vítimas dele, parece que ele simplesmente as escolhia na hora."

A estudante tinha 17 anos quando desapareceu em Lehi, a 40 quilômetros ao sul de Salt Lake City (Utah, EUA), em 31 de outubro de 1974. Testemunhas na época disseram à polícia que Laura Ann havia saído sozinha de uma festa de Halloween pouco depois da meia-noite e estava indo a uma loja comprar algumas coisas. A adolescente foi vista pela última vez tentando pegar carona, disseram os investigadores do caso.

Seus restos mortais foram encontrados quando caminhantes se depararam com o corpo nu de Laura Ann na Rota 92, perto do Cânion American Fork, a cerca de 13 quilômetros de Lehi, em 27 de novembro. O cadáver foi encontrado usando apenas um colar e estava coberta por várias folhas, galhos e torrões de terra e lama. A autópsia revelou que a vítima foi severamente espancada, sofrendo múltiplas contusões cerebrais e uma fratura no crânio.

Taura contou que um avô conseguiu identificar o corpo de Aime por meio de uma cicatriz que ela havia sofrido em uma corrida de barris. Ela acrescentou que a família sempre presumiu que Bundy fosse o responsável pela morte de sua tia, mas faltava a comprovação definitiva.

Ted Bundy

Reprodução

Com o acréscimo de Laura Ann à lista de vítimas, o número de homicídios comprovadamente ligados a Bundy chegou a 15, mas a contagem pode passar de 30, de acordo com a confissão do americano.

O Ministério Público do condado de Utah rejeitou a confissão do serial killer sobre Laura Ann por falta de provas definitivas.

No ano passado, entretanto, o Gabinete do Xerife do condado de Utah, enviou material na esperança de que novas tecnologias apontassem Bundy como o responsável pela morte de Laura Ann. Autoridades afirmaram que as descobertas "foram magníficas" e "confirmaram irrefutavelmente" que o DNA encontrado no corpo de Laura Ann pertencia a Bundy.

Bundy foi executado na cadeira elétrica na Flórida em 1989.