Sobrevivente, ex-jogador, mascarado: quem são os artistas que bombaram em Barretos e são Top 10 no agronejo - QTU Questões do Universo

Sobrevivente, ex-jogador, mascarado: quem são os artistas que bombaram em Barretos e são Top 10 no agronejo

Fonte: Bandeira da fonte

A Festa do Peão de Barretos termina neste domingo, 30e, , para além das tretas, dos encontros, das competições e pegações noticiados na edição, há música.
Afinal, é nos palcos montados no evento que surgem novos nomes da música sertaneja que estão ou vão estar em evidência.
A safra é boa e a hora é de colheita para Mariana Fagundes, Panda, Jeninho, Muierada e CountryBeat.

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O que costuma chegar ao Sul e Sudeste meses depois já é uma realidade no interior do Brasil.
O agronejo chegou para ficar.
A menos que se viva em Marte, é muito provável que você já tenha escutado o refrão "peão todo tatuado, beijo de paieiro, perfume de mato".
A faixa alcançou o 1º lugar nas paradas oficiais de streaming musical do Brasil (como o ranking Pro-Música Brasil e o Top 50 do Spotify), e nas rádios populares não sai do Top 10.

Feito um chiclete muito mascado, "Peão tatuado" inicialmente se chamava "Chicote estrala".
E foi baseada em alguém vai ao rodeio não para ver montaria ou beber, mas sim atrás de um amor, nem que seja o passageiro.
Mais Barretão que isso...
Jeninho
Reprodução/Instagram
A saga atrás do peão gostosão alçou os nomes de Mariana e Jeninho para todo o país.
A composição é do cantor, que se autointitula MC Peão.
Aos 25 anos, o goiano conta hoje com quase 2 milhões de seguidores no Instagram, e viu, justamente nas redes sociais, sua música virar hit antes mesmo de ser lançada, viralizada pelas dancinhas de TikTok.

Filho de produtor musical Jenner Melo, de quem herdou o nome, ele até tentou não enveredar pelo ramo que já sustentava a família.
Jeminho queria mesmo ser jogador de futebol.
Dos 6 aos 15 anos, ele só pensava em se tornar um craque um dia.
Frequenou escolinhas, jogou em times amadores, mas ao perceber que não bastava só driblar bem, tratou de concluir o ensino médio e a se dedicar à música.
Juntou o que gostava e sabia, funk e eletro com o ritmo que escutava desde novinho e plantou sua sementinha.
Já assinou 450 composições para nomes famosos e agora está na estrada com agenda lotada.

"O mais importante para mim é inspirar as pessoas, ter uma história para contar, porque amanhã o top 1 é outro… mas a história que você constrói é para sempre”, filosofou ele em entrevista a "Bilboard".
Foi de Jeninho o convite para Mariana Fagundes entrar em cena no seu maior hit até aqui.
A cantora, que anunciou a primeira gravidez na última semana, é hoje a quarta mais ouvida nas plataformas digitais.
Nascida em Aparecida do Taboado, Mato Grosso do Sul, a artista começou na cantoria ainda criança, na igreja.
Por conta da voz grave e potente, já foi comparada a Marília Mendonça diversas vezes.

Aos 33 anos, ela está na estrada sertaneja há pelo menos 20.
Hoje, ela faz cerca de 30 shows por mês, mas muitas vezes pensou em desistir pelas inúmeras portas fechadas que encontrou no meio.
De cantora prodígio em festivais regionais a vocalista de bandas de baile, Mariana já cantou de tudo.

Mariana Fagundes
rep/instagram
Dotada de muita fé, estar viva para Mariana é quase um milagre.
E não é força de linguagem.
Aos 6 anos, sobreviver à explosão de uma lancha e traz no corpo marcas do acidente.
Um ano depois, foi atropelada por uma moto e ainda soamento de um sobreviveu ao capotamento de um carro.

"Tive várias experiências de muita fé, de milagre mesmo, de estar viva e estar aqui.
Na Quaresma, comecei a rezar o rosário de madrugada, às 4h da manhã.
Então, naquele momento, abri minha boca e pedi: 'Jesus, quero o top 1 do Brasil'.
E eu bati o top 1 do Brasil', revelou ela a Daniel, no "Viver sertanejo".

A fé também foi a bússola de Panda.
Jonathan Scarello dos Anjo, de 32 anos, fez o que ele chama de "faculdade do sertanejo": os barzinhos.
Foram muitas horas com banquinho e violão, cantando sofrência, enquanto o público enxugava os copos de cerveja no interior de SP.

Antes de ser Panda, ele foi Jonathan & Lucas e até uma espécie de cover de Bruno e Marrone, já que sempre compararam seu timbre ao do cantor, primeira voz da dupla veterana.
Até se transformar num ursão do sertanejo levou tempo e uma desistência.
O moço se mudou para o Mato Grosso, onde os pais viviam, e foi trabalhar numa loja de tintas.
Incentivado pelos colegas voltou a cantar e encontrou no empresário Rafael Cabral uma fada-madrinha.

O cantor Panda
rep/instagram
Panda nasceu do porte físico e jeito fofo do cantor, casado há 9 anos com Shirlen Wikina, gestora de sua carreira, com quem se juntou cinco dias após tê-la conhecido no Tinder.
Com ela, o autor do hit "Baqueado" tem Antony, de 3 anos, o que o tornou um pai atípico.
O menino tem Síndrome de Down e essa virou uma bandeira do cantor.

"Quando vieram os diagnósticos, foi um misto de sentimentos.
Dá medo, dá insegurança, a gente não sabe exatamente o que esperar.
Porém, ao mesmo tempo, nasce um amor ainda maior e uma vontade gigante de aprender.
Foi ali que entendi que eu precisava usar a minha voz também para falar sobre isso", contou ele em entrevista a "Quem".

Foi preciso unir três duplas para que o sucesso chegasse.
Este é o caso do grupo Muierada formado pelas cantoras Júlia & Rafaela, Julya & Maryana e Kamila & Kavic.
As seis passaram a cantar juntas no final de 2025 e se tornaram um fenômeno nas redes sociais, logo tendo mais apelo do que suas carreiras individuais.

O grupo Muierada
rep/ instagram
O medley 'Resenha da Mulherada', com 12 refrões, logo viralizou e se tornou a marca registrada do sexteto, que em meses já tem 1 milhão de seguidores só no Instagram.
Em curtíssimo tempo de carreira em grupo, as cantoras já se apresentaram em vários programas de Tv e chamam atenção pela espontaneidade versa, em apresentações que misturam muito papo sobre as relações entre homens e mulheres e, claro, música.

Assim como as moças do Muierada, que misturam a sofrência e o sertanejo a batidas mais pop, a dupla CountryBeat encontrou nessa mesma junção o caminho para o sucesso no mundo do chamado gênero agronejo.

Formado em 2024 pelos compositores e músicos Mateus Félix e Leo Souzza, o duo já tinha carreiras paralelas antes de se juntar.
Leo, por exemplo, chegou a participar do "The voice kids", em 2016, e Mateus escreveu hits para meio mundo sertanejo.
Os dois se uniram para isso, inclusive.
Colocar na boca de artistas famosos suas músicas.
Agora, bombam, ao lado de Mari Fernandes com "Um peão desse".
Leo Souzza, Gambazinho, e Mateus Félix, o Mascarado, são o CountryBeat
rep/ instagram
Até pensarem na dupla.
Enquanto Leo mostra sua cara, Mateus se apresenta com uma maquiagem que simula o rosto de um gato ou uma máscara.
Por si só, isso já chama atenção num mundo que preserva as botas, os chaéus e os casacos de franja.

Mateus Félix
rep/ instagram
"Ele colocou para não assustar as pessoas! Brincadeira.
Quando a gente criou o Country Beat a gente pensou numa marca, lá fora já tem vários artistas, como o Daft Punk, que tem essa identidade.
E a gente queria uma marca assim.
Virou uma marca nossa, o mascarado e o gambazinho", esclareceu Leo, que usa um mullet descolorido em referência ao roedor.