O ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro (PL) Abraham Weintraub publicou nas redes sociais, por meio do movimento conservador Farol da Liberdade, do qual faz parte, uma lista com cinco motivos para não votar no senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cada motivo é acompanhado de um link para um vídeo com as críticas de Weintraub e do irmão, Arthur, que foi assessor especial de Bolsonaro.
Leia mais: TSE rejeita pedidos de Flávio Bolsonaro para impedir Lula de gravar vídeos eleitorais nos palácios presidenciais Datafolha: Reforma do STF é apoiada pela maioria dos eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro "Sobrenome não é projeto", diz o texto do Farol da Liberdade, ao apontar o primeiro motivo. "O Brasil precisa de propostas concretas para enfrentar seus problemas, não de uma candidatura sustentada pelo nome da família".
No texto, o movimento diz ainda não ver em Flávio garantia de combate à corrupção, além de desaprovar a aproximação do bolsonarismo com o Centrão e criticar as propostas econômicas do candidato. "Flávio precisa explicar por que seu governo seria diferente, em vez de pedir confiança automática ao eleitor", diz.
No quinto motivo, o movimento diz não aceitar ser feito de "refém". É feita uma crítica a postura do governo Bolsonaro após a libertação de Lula da prisão em 2019. "Na nossa avaliação, o bolsonarismo hoje tenta usar o medo de Lula para exigir voto em Flávio. É isso que chamamos de fazer o eleitor de refém: ajudar a construir o impasse e depois dizer que só a família pode nos salvar", diz o texto.
Tanto Abraham quanto Arthur Weintraub romperam com a família Bolsonaro após deixarem o governo. O ex-ministro ocupou o cargo entre 2019 a 2020, e, após pedir exoneração, mudou-se para os Estados Unidos. Arthur, por sua vez, chegou a assumir uma vaga na Organização dos Estados Americanos.
O Globo