Arroz, feijão, carnes e outras preparações precisam de cuidados para evitar contaminações. Saiba por quanto tempo as sobras podem ficar na geladeira e quais erros devem ser evitados.
SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK Guardar o que sobrou do almoço ou do jantar é uma prática comum nas casas brasileiras.
Além de economizar dinheiro, aproveitar os alimentos ajuda a reduzir o desperdício. Entretanto, nem toda comida pode permanecer na geladeira por vários dias, e a conservação inadequada pode favorecer a multiplicação de microrganismos capazes de provocar doenças.
O tempo fora da refrigeração, a temperatura e a maneira como os alimentos são armazenados fazem diferença para a segurança da refeição. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alimentos preparados e conservados sob refrigeração podem ter prazo máximo de consumo de cinco dias, desde que sejam respeitadas as condições adequadas de temperatura e higiene.
A regulamentação para serviços de alimentação estabelece esse limite para preparações mantidas a 4°C ou menos. Leia tambémBem-Estar Todo DiaExagerar no churrasco faz mal? Veja o que acontece com o organismoBem-Estar Todo DiaTênis de mesa, badminton e basquete: como cada esporte desafia a atençãoBem-Estar Todo DiaEsporte para todos? Saiba o que a lei garante sobre acessibilidade no BrasilBem-Estar Todo DiaVai viajar para competir? Veja como aproveitar o destino além da prova
Quanto tempo a comida pode ficar na geladeira? O prazo de conservação depende das características do alimento, das condições de preparo e da temperatura de armazenamento.
Para sobras de refeições caseiras, a recomendação geral do USDA é utilizar os alimentos em até três ou quatro dias, desde que tenham sido refrigerados corretamente. Isso vale como orientação geral para preparações como arroz, feijão, carnes cozidas e refeições prontas.
Entretanto, alimentos específicos podem exigir períodos menores de conservação, conforme sua composição e as condições de manipulação. A Anvisa determina, nas regras de boas práticas para serviços de alimentação, que a temperatura dos alimentos preparados seja reduzida adequadamente antes da conservação e mantida abaixo de 5°C.
Para preparações armazenadas a 4°C ou menos, o prazo máximo previsto é de cinco dias. É importante lembrar que esses prazos não tornam seguro um alimento que permaneceu muito tempo fora da refrigeração ou sofreu contaminação durante o preparo.
Pode colocar comida quente na geladeira? Uma dúvida frequente é se os alimentos precisam esfriar completamente antes de serem guardados.
Deixar panelas durante várias horas sobre o fogão ou a mesa pode aumentar o risco de multiplicação de microrganismos. Para facilitar o resfriamento, o ideal é distribuir grandes quantidades de comida em recipientes menores e rasos.
Pequenas porções ainda quentes podem ser colocadas diretamente na geladeira, evitando que permaneçam por muito tempo em temperatura ambiente. Também é importante utilizar recipientes limpos, adequados para alimentos e devidamente fechados.
Cheiro e aparência indicam se a comida estragou? Nem sempre.
Embora alterações de odor, cor e textura possam indicar deterioração, a ausência desses sinais não garante que o alimento esteja próprio para consumo. Alguns microrganismos capazes de provocar doenças não produzem mudanças perceptíveis no cheiro ou no sabor.
Por esse motivo, provar um alimento para descobrir se ainda está bom não é uma prática segura. Reaquecer a comida elimina todos os riscos?
O reaquecimento adequado pode reduzir a presença de microrganismos, mas não recupera necessariamente a segurança de alimentos que foram armazenados incorretamente. Algumas toxinas produzidas por bactérias podem resistir ao aquecimento.
Portanto, esquentar novamente uma refeição que permaneceu horas fora da geladeira não garante que ela esteja segura. Congelar as sobras é uma alternativa?
Quando não existe previsão de consumir a comida nos próximos dias, congelar as porções pode ajudar a prolongar a conservação e evitar desperdícios. O congelamento reduz a atividade dos microrganismos, mas não elimina necessariamente aqueles que já estavam presentes.
Por isso, alimentos que passaram muito tempo em temperatura ambiente não devem ser congelados com a expectativa de recuperar sua segurança. Identificar os recipientes com a data do preparo facilita o controle.
Também vale dividir as refeições em porções individuais, permitindo retirar do congelador somente a quantidade necessária. Para descongelar, a orientação é utilizar a geladeira ou métodos seguros, como o micro-ondas quando o alimento será aquecido imediatamente.
Deixar refeições descongelando durante horas sobre a pia deve ser evitado. Aproveitar as sobras é uma maneira de economizar e diminuir o desperdício, mas a segurança alimentar precisa fazer parte dessa organização.
Guardar a comida rapidamente, controlar a temperatura e respeitar os prazos de conservação são cuidados simples que ajudam a tornar as refeições do dia seguinte mais seguras.
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