Sobrancelhas sem micropigmentação? Conheça a técnica coreana Fiber Brow - QTU Questões do Universo

Sobrancelhas sem micropigmentação? Conheça a técnica coreana Fiber Brow

Fonte: Bandeira da fonte

As sobrancelhas passaram a ocupar um espaço importante na maquiagem e nos procedimentos de beleza, mas a busca por resultados menos marcados mudou a forma como algumas técnicas são apresentadas.
Nesse movimento, o Fiber Brow, método de origem coreana que propõe preencher falhas com fios em vez de pigmentá-las, começa a ser divulgado no Brasil.
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A principal diferença em relação à micropigmentação está justamente no material utilizado.
Em vez de inserir pigmento na pele para simular pelos, a técnica posiciona fios muito finos e biocompatíveis na camada superficial da região.
A intenção é acrescentá-los aos fios naturais existentes e criar uma aparência de maior densidade.
Ainda relativamente novo no mercado brasileiro, o método é apresentado por profissionais como uma alternativa temporária para quem tem sobrancelhas finas ou com áreas de menor volume.
A duração, no entanto, não é fixa e pode variar de acordo com o material utilizado, as características da pele e os cuidados após a aplicação.
O que é o Fiber Brow?
O Fiber Brow é uma técnica estética voltada ao preenchimento temporário das sobrancelhas.
Em vez de desenhar os fios sobre a pele com pigmento, como ocorre em determinadas modalidades de micropigmentação, o procedimento utiliza fios sintéticos ou bioidênticos desenvolvidos para reproduzir visualmente a aparência dos pelos.
"A principal diferença está justamente na proposta de criar fios, e não apenas reproduzir a imagem deles na pele.
O Fiber Brow trabalha com fios muito delicados, que são posicionados de acordo com o desenho natural da sobrancelha, respeitando formato, direção e características individuais", explica Bárbara Peres, enfermeira formada pela UNIP e pós-graduada em estética avançada pelo NEPUGA.
A técnica pode ser considerada por pessoas que apresentam falhas, pouca densidade ou perda de pelos na região.
Como não depende da pigmentação convencional, o efeito também não está associado ao desenho permanente produzido por técnicas que inserem pigmento na pele.
Como o procedimento é feito?
Antes da aplicação, o profissional avalia o formato da sobrancelha, a distribuição dos pelos existentes e a anatomia do rosto.
Essa etapa serve para definir onde há necessidade de preenchimento e como os novos fios serão posicionados.
Depois do planejamento, os fios são aplicados individualmente com uma agulha ultrafina, seguindo o desenho estabelecido.
A disposição procura acompanhar a direção dos pelos naturais para que as estruturas adicionadas se integrem visualmente à sobrancelha.
"É um procedimento que exige bastante precisão.
Não basta simplesmente preencher uma falha.
É necessário observar a direção dos fios, a espessura, o desenho e a harmonia com o rosto.
O resultado depende muito da avaliação e da técnica utilizada pelo profissional", afirma Bárbara.
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Quanto tempo dura?
O Fiber Brow não é permanente, e a duração pode mudar de uma pessoa para outra.
Características da pele, material empregado, técnica de aplicação e cuidados posteriores estão entre os fatores que podem interferir na permanência dos fios.
Profissionais que trabalham com o método costumam mencionar um período de aproximadamente quatro a seis meses, mas esse intervalo não deve ser entendido como uma garantia.
A necessidade de manutenção também depende de como os fios evoluem ao longo do tempo.
"Uma das características que mais chama atenção é justamente a temporalidade.
A pessoa não fica presa durante anos a um único desenho, como pode acontecer com procedimentos de caráter permanente.
A manutenção deve ser individualizada e feita somente quando houver indicação", orienta a especialista.
Fiber Brow é igual à micropigmentação?
Não.
Embora as duas técnicas possam ser utilizadas para melhorar a aparência de sobrancelhas com falhas, elas funcionam de maneiras diferentes.
Na micropigmentação, pigmentos são inseridos na pele para reproduzir visualmente fios ou criar preenchimento.
No Fiber Brow, a proposta é acrescentar fios biocompatíveis temporários à região, sem utilizar pigmentação para desenhar cada pelo.
"Não devemos tratar as duas técnicas como se fossem equivalentes.
Elas têm mecanismos e propostas diferentes.
O Fiber Brow busca uma aparência de fios reais e temporários, enquanto a micropigmentação trabalha com pigmentação.
A escolha deve considerar o resultado desejado e as condições da pele e da sobrancelha", destaca Bárbara.
Há contraindicações?
A realização depende da avaliação da pele e das condições da região.
Infecções, inflamações ou lesões nas sobrancelhas, por exemplo, devem ser avaliadas antes de qualquer aplicação.
Também é importante informar ao profissional sobre doenças de pele, histórico de reações a materiais e tratamentos dermatológicos em andamento.
Essas informações ajudam a determinar se o procedimento deve ser realizado ou adiado.
"A avaliação prévia é indispensável.
É preciso verificar a integridade da pele, investigar possíveis alergias e conhecer o histórico do cliente.
Se existe alguma alteração na região, o mais seguro é não realizar o procedimento naquele momento e buscar orientação adequada", ressalta a enfermeira.
Quais cuidados são necessários?
A manutenção da região após a aplicação faz parte do resultado e deve seguir as orientações fornecidas pelo profissional.
Higienização, produtos utilizados na área e exposição a fatores que possam interferir na fixação dos fios estão entre os cuidados que podem precisar de atenção nos primeiros dias.
A escolha de quem realizará o procedimento também merece cuidado.
É importante verificar a formação do profissional, os materiais empregados e as condições de higiene do local.
Embora o objetivo seja estético, a técnica envolve a introdução de fios na camada superficial da pele e, portanto, exige cuidados de biossegurança.
"O resultado precisa caminhar junto com a segurança.
Materiais adequados, higiene, técnica correta e avaliação individual fazem parte do procedimento.
Não é apenas uma questão de estética, porque estamos trabalhando diretamente sobre a pele", finaliza Bárbara.