Sob risco de nova erupção, equipes retomam busca por corpos de excursionistas mortos em vulcão ativo na Indonésia
As equipes de resgate da Indonésia retomaram neste sábado a operação para localizar os corpos de três excursionistas mortos na erupção do monte Dukono, um dos vulcões mais ativos do país, em uma área de acesso proibido na ilha de Halmahera.
O vulcão entrou em erupção na manhã de sexta-feira, lançando uma gigantesca coluna de cinzas a cerca de 10 quilômetros de altura em uma região sem povoados ou vilarejos próximos.
Segundo o chefe da polícia local, Erlichson Pasaribu, a erupção matou dois excursionistas de Singapura e um indonésio. Oficialmente, porém, a agência nacional de busca e resgate ainda os considera desaparecidos até a recuperação dos corpos.
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Outros 17 montanhistas — entre eles nove singapurenses — conseguiram descer da montanha, em sua maioria sem ferimentos.
Busca ocorre sob risco de nova erupção
A operação de resgate havia sido interrompida na noite de sexta-feira por causa da atividade contínua do vulcão, que seguia emitindo estrondos e sinais de instabilidade.
Neste sábado, os trabalhos foram retomados com mais de 100 socorristas, incluindo policiais e militares, com apoio de drones para monitoramento aéreo da área.
"Estamos correndo contra o tempo nessa busca. Quando a situação e as condições forem seguras, vamos nos aproximar da cratera, e quando houver uma erupção, precisamos colocar toda a equipe de busca em segurança", afirmou Iwan Ramdani, funcionário da agência de busca e resgate, em vídeo gravado na estação de monitoramento de Dukono, na vila de Mamuya.
Informações preliminares apontam que os corpos dos dois turistas de Singapura estariam entre 20 e 30 metros da borda da cratera. O paradeiro do excursionista indonésio, no entanto, ainda é desconhecido.
O caso reacende o alerta sobre incursões em áreas vulcânicas de alto risco na Indonésia, país localizado no Anel de Fogo do Pacífico e que abriga quase 130 vulcões ativos.
