Apesar da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, a família Bolsonaro ampliou sua presença no Congresso: parentes do ex-presidente conquistaram vagas no Senado e na Câmara nas eleições de 2026. No total, oito familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro se candidataram neste ano.
Entre os candidatos, estavam filhos, a esposa e parentes mais distantes, como um primo e a esposa de um primo de segundo grau. Todos usaram o sobrenome Bolsonaro nas urnas, em uma tentativa de se vincular ao líder do clã, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Veja quais parentes de Bolsonaro foram eleitos no primeiro turno: Michelle Bolsonaro (PL-DF)
A esposa do ex-presidente foi eleita senadora pelo Distrito Federal, com 938.496 votos (29%), sendo a primeira vez que uma ex-primeira-dama se elegeu para um mandato no país. Com o resultado, ela se tornou a senadora mais votada na história da capital federal e ajudou a impulsionar a vitória para o Senado da aliada Bia Kicis (PL-DF), hoje deputada federal.
Michelle Bolsonaro Arthur Menescal/Bloomberg
O mandato de Michelle irá até 2034. Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, ela nunca tinha concorrido a cargo público antes e despontou para a política ao se tornar primeira-dama do Brasil, em 2019.
Depois que Bolsonaro deixou a Presidência, ela se tornou presidente nacional do PL Mulher e montou uma rede de aliados e apoiadores em vários Estados. Carlos Bolsonaro (PL-SC)
Segundo filho de Bolsonaro, nascido depois de Flávio, Carlos foi eleito senador por Santa Catarina, com 1.902.100 votos (25%). Até então com carreira política construída no Rio de Janeiro, ele mudou o domicílio eleitoral para o Estado da região Sul no fim de 2025, seguindo uma estratégia do pai para tentar ampliar a representação da direita no Senado.
Disputa pelo Senado em SC mostra quadro difícil para filho de Bolsonaro Reprodução/Instagram Carlos Bolsonaro
Carlos renunciou ao mandato de vereador na capital fluminense no ano passado, enquanto exercia seu sétimo mandato. Ele foi eleito aos 17 anos, em 2000, disputando uma cadeira na Câmara Municipal na mesma eleição em que sua mãe, Rogéria, era candidata.
Ex-mulher de Jair, Rogéria (PL-RJ) concorreu a deputada federal neste ano, mas não foi eleita. Neste ano, os catarinenses também elegeram para o Senado a deputada federal Carol de Toni (PL).
Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) O mais novo entre os filhos homens do ex-presidente, Jair Renan foi eleito para a Câmara dos Deputados por Santa Catarina, com 131 mil votos.
Ele foi o quarto candidato mais votado e conquistou uma das 16 cadeiras reservadas ao Estado. Jair Renan Bolsonaro
Joédson Alves/Agência Brasil Jair Renan, de 28 anos, exerce hoje mandato como vereador em Balneário Camboriú (SC), cargo para o qual foi eleito em 2024, com a maior votação daquele ano no município.
Foi a primeira vez que ele se candidatou. Natural do Rio de Janeiro, ele tinha se mudado para Santa Catarina e trabalhado como assessor do senador Jorge Seif (PL).
Renato Bolsonaro (PL-SP) Irmão mais novo do ex-presidente, Renato também conquistou uma vaga na Câmara, mas pelo Estado de São Paulo, com 379.312 votos — foi o sexto candidato mais votado.
Capitão reformado do Exército, ele já tinha disputado outras eleições anteriormente, mas só tinha vencido uma vez, em 1996, quando foi eleito vereador de Praia Grande (SP). Jair Bolsonaro e irmão, Renato Bolsonaro
Reprodução/Instagram Renato teve prioridade no PL para "herdar" o número de urna 2222, que tinha pertencido ao sobrinho Eduardo Bolsonaro na eleição de 2022.
Eduardo, que se elegeu deputado federal por São Paulo em 2014, 2018 e 2022, teve o mandato cassado por excesso de faltas. Ele vive nos Estados Unidos desde o ano passado e foi condenado por coação à Justiça, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
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