Smile: satélite que vai estudar impacto dos ventos solares na Terra é lançado

 

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O satélite Smile, desenvolvido para observar os ventos solares que atingem o campo magnético da Terra, foi colocado em órbita nesta terça-feira, cerca de uma hora após o lançamento da missão a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

O foguete Vega-C, lançador leve da Agência Espacial Europeia (ESA), decolou às 0h52 no horário local (3h52 GMT) levando a bordo o satélite Smile — sigla para Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer. A missão foi concebida em parceria entre a ESA e a Academia Chinesa de Ciências (ACS).

Cinquenta e sete minutos após a decolagem, o satélite foi inserido a cerca de 700 quilômetros de altitude. A partir daí, seguirá por meios próprios até alcançar uma órbita elíptica ao redor da Terra.

Segundo os responsáveis pela missão, o equipamento sobrevoará o Polo Sul a aproximadamente 5 mil quilômetros de altitude, permitindo a transmissão de dados para a base O’Higgins, na Antártida. No Polo Norte, o satélite atingirá até 121 mil quilômetros de altitude, o que permitirá uma visão mais ampla das interações espaciais ao redor do planeta.

A missão do Smile será estudar os ventos solares gerados pelas ejeções de massa coronal na superfície do Sol.

Essas emissões de plasma produzem fluxos de partículas que viajam em direção à Terra em velocidades que podem chegar a 2 milhões de quilômetros por hora.

Missão vai monitorar efeitos de tempestades solares

Ao atingir o campo magnético terrestre, que funciona como um escudo natural, grande parte dessas partículas é desviada.

Ainda assim, algumas partículas carregadas conseguem penetrar na atmosfera e interagir com elementos atmosféricos, originando fenômenos como as auroras boreais.

Quando os ventos solares são mais intensos, podem provocar tempestades solares capazes de afetar satélites, sistemas de telecomunicações e estruturas em órbita, incluindo a Estação Espacial Internacional (ISS).

A missão do Smile pretende ampliar a compreensão científica sobre esses fenômenos e seus impactos tecnológicos.

O lançamento estava inicialmente previsto para 9 de abril, mas foi adiado devido a “um problema técnico surgido na cadeia de produção de um componente do subsistema após a integração do lançador VV29”, segundo a Avio, empresa aeroespacial italiana responsável pelo programa Vega.