Sistema Anchieta-Imigrantes inicia instalação de pedágio 'free flow' com cobrança nos dois sentidos

 

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Uma das principais rotas turísticas e logísticas do país, o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), está prestes a incorporar o pedágio ‘free flow’ com cobrança nos dois sentidos. A concessionária Ecovias dá início, neste sábado (7), à instalação dos primeiros pórticos do sistema de fluxo livre, que elimina as praças físicas de pedágio e as tradicionais cancelas.

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A modernização, no entanto, trará uma mudança significativa no bolso do usuário: o pagamento, hoje concentrado apenas na descida para a Baixada Santista, passará a ser cobrado nos dois sentidos da rodovia. A previsão é que o novo sistema entre em operação definitiva em julho de 2026. Até lá, a estrutura passará por uma fase de testes de calibragem de sensores e câmeras, sem cobrança automática.

A primeira etapa das obras ocorre na Via Anchieta. Neste sábado, as equipes iniciam a montagem do pórtico eletrônico na altura do km 33. Já na Rodovia dos Imigrantes, a estrutura será erguida no final do mês (com intervenções previstas para os dias 17 e 24), na altura do km 29, região conhecida como a "boca do garrafão".

Durante este período de transição, os motoristas devem ficar atentos a bloqueios parciais e desvios de tráfego nas regiões das atuais praças de pedágio (km 31 da Anchieta e km 32 da Imigrantes), que serão desativadas e demolidas futuramente.

Veja o mapa com localização dos pórticos eletrônicos e das praças de pedágio no sistema Anchieta-Imigrantes

Divulgação

Tarifa fracionada: como vai funcionar

A principal novidade para o condutor é a mudança na dinâmica do pagamento. Atualmente, veículos de passeio desembolsam R$ 38,70 de uma única vez, ao cruzarem a praça de pedágio em direção ao litoral. Com o free flow, esse valor será dividido.

Quando o sistema estiver operando, a cobrança será de R$ 19,35 na descida (sentido litoral) e R$ 19,35 na subida (sentido capital). A soma equivale à tarifa atual, mas o modelo bidirecional visa garantir que o usuário pague apenas pelo trecho efetivamente percorrido. As motocicletas continuam isentas de tarifa.

A promessa do sistema, gerido pela plataforma Siga Fácil SP, do Governo do Estado, é acabar com os congestionamentos quilométricos que se formam nas praças de pedágio em feriados prolongados e na alta temporada. Pelo SAI, circulam em média 120 mil veículos diariamente.

Sem a necessidade de parar ou reduzir drasticamente a velocidade, a leitura será feita com as tags automáticas e pela leitura de placas. Para quem já possui o dispositivo colado no para-brisa, a cobrança é debitada automaticamente, como já ocorre nas pistas expressas. Já os veículos sem tag terão a placa lida pelas câmeras (OCR). O motorista deverá acessar o portal do sistema Siga Fácil SP para quitar o débito via Pix, cartão de crédito ou débito.

A ativação final da cobrança depende ainda da validação dos testes técnicos e da autorização formal da Artesp.

Operação Comboio tecnológica

Uma das preocupações com a retirada das praças físicas era a realização da Operação Comboio, acionada frequentemente devido à neblina densa na Serra do Mar, onde as praças atuais servem como ponto de retenção seguro.

Para solucionar a questão, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a concessionária desenvolvem um projeto de "Comboio Autônomo". A ideia é utilizar painéis eletrônicos inteligentes e sensores que detectam a visibilidade em tempo real, ajustando os limites de velocidade sem a necessidade de paradas totais obrigatórias.

As estruturas físicas das praças antigas serão mantidas temporariamente, mesmo após o início da cobrança eletrônica, para garantir a segurança da operação em dias de baixa visibilidade até que a nova tecnologia seja totalmente homologada.