Sophie Binet, líder do sindicato CGT, fez um chamado nesta quarta-feira (21) para intensificar os protestos sociais na França com uma greve marcada para o dia 5 de novembro, após encontro com o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que não apresentou soluções para as demandas. No último sábado (17), a França viveu episódios de violência urbana marcantes durante grandes manifestações contra o aumento do custo de vida e por melhores condições na educação.
Pressionado a atuar diante do descontentamento, o primeiro-ministro reuniu os principais sindicatos, mas segundo Binet, não foram anunciadas medidas concretas para atender às reivindicações de trabalhadores e estudantes. “É hora de elevar a mobilização; a greve deve tomar o protagonismo”, destacou, referindo-se ao plano de paralisações e manifestações marcado para 5 de novembro.
O líder do sindicato CFTC, Cyril Chabanier, também comentou que Lecornu abriu espaço para discussão sobre o salário mínimo, mas reforçou que medidas iniciais que possam aliviar a insatisfação social ainda não foram adotadas. Faltando seis meses para as eleições presidenciais que definirão o novo presidente após Emmanuel Macron, o poder de compra é uma preocupação central dos franceses, especialmente frente à alta dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio.
No entanto, a adoção de políticas que aumentem os gastos públicos é dificultada pela atual conjuntura política: o governo, sem maioria no Parlamento, planeja um ajuste fiscal para 2027 visando estabilizar as contas públicas e garantir a confiança dos mercados.
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