'Sicário' segue internado com quadro neurológico grave
Um dos principais investigados no caso do Banco Master, Luiz Philippi Mourão, o Sicário, permanece internado no CTI do Hospital João XXIIII, com quadro neurológico grave. Por enquanto, segundo a defesa dele, ainda não foi iniciado o protocolo de morte encefálica. As informações foram repassadas pela equipe médica aos pais de Luiz Philippi, que segue sob monitoramento contínuo.
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Ainda conforme a defesa, foi pedida a autorização ao Supremo para que a mãe de Luiz Philippi possa visitá-lo no hospital. Os advogados disseram, ainda, que estão “mobilizados para buscar informações seguras sobre o quadro clínico atual e apurar rigorosamente a circunstância do ocorrido” na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Belo Horizonte.
Luiz Philippi foi preso em Belo Horizonte nessa quarta-feira por determinação do ministro do STF, André Mendonça, em mais uma fase da operação do caso Master. Ele foi levado à sede da PF e, segundo a superintendência, foi achado desacordado na cela após tentativa de suicídio. A instituição afirma que abriu um inquérito para apurar a circunstância do ocorrido e que todas as imagens de câmeras de monitoramento foram repassadas ao Supremo.
Já a defesa de Luiz Philippi afirma que, após ser preso, ele chegou tranquilo à sede da PF e disposto a colaborar, como afirmou o advogado Robson Lucas.
"Eu estive com ele na parte da manhã até o início da tarde, a pedido de um outro advogado, que é, formalmente, o advogado dele, e o Luiz Philippi se encontrava perfeitamente tranquilo. Apesar da gravidade das acusações que pesam contra ele, ele se mostrou tranquilo, com a disposição de esclarecer os fatos. E, quando eu deixei a sede da Polícia Federal, ele se encontrava perfeitamente no seu estado de integridade física e psíquica."
Segundo a investigação da Polícia Federal, Sicário era o coordenador de segurança do empresário Daniel Vorcaro e apontado como líder operacional da "A Turma", grupo de WhatsApp em que as intimidações contra inimigos de Vorcaro eram planejadas. Ele tinha como atribuições a obtenção clandestina de informações sigilosas mediante acesso indevido a sistemas da PF, Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como FBI e Interpol, utilizando credenciais de terceiros. Também coordenava o monitoramento presencial de alvos de Vorcaro.
Luiz Philippi também já tinha várias outras investigações por diversos crimes, entre eles, estelionato, ameaça, lesão corporal e clonagem de cartões de crédito.
Na quarta-feira (04), a Polícia Rodoviária Federal informou que aprendeu um veículo de luxo de Luiz Philippi Mourão, avaliado em R$ 700 mil, na rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. O carro era conduzido por um casal com destino a São Paulo.
Ao ser questionado pelos agentes da PRF, o casal informou aos policiais que o automóvel pertencia a um amigo. Além de descobrirem o proprietário do veículo, a equipe PRF identificou uma restrição de circulação imposta pelo Supremo Tribunal Federal e ainda irregularidade quanto ao licenciamento, por isso o carro foi removido.
