Sexo na Geração Z: o que é 'prazer com propósito' e por que os jovens estão mudando a forma de se relacionar
O sexo, para a Geração Z, deixou de ser impulsivo e se tornou uma espécie de escola: ao menos é isso que afirma o relatório de tendências para 2026 da empresa britânica de brinquedos sexuais Lovehoney. Trata-se do que ficou conhecido como “prazer com propósito”.
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“A Geração Z não está fazendo menos sexo, eles estão fazendo sexo que importa mais” afirma o relatório.
Geração Z não está fazendo menos sexo
De acordo com a pesquisa, realizada pela empresa com mais de dois mil participantes, 51% das pessoas da Geração Z praticam alguma atividade sexual pelo menos uma vez por semana — em comparação a 57% dos Millenials.
Isso indica que, diferentemente do que tem se entendido das novas gerações, essas pessoas não estão fazendo menos sexo; elas estão, na verdade, procurando encontros sexuais com mais sentido. A chefe de pesquisa de usuários da Lovehoney, Elisabeth Neumann, afirma que: “Esta geração foi criada em uma sociedade que trata a sexualidade de uma forma completamente diferente da de seus pais”.
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“Eles também são a geração mais empoderada e libertada, o que lhes dá a liberdade e a permissão para escolher se querem rejeitar a sexualidade ou abraçá-la”, conclui ela.
Elisabeth diz também que as gerações mais novas vêm usando o mundo digital no lugar do real como forma de conhecer novas pessoas: é uma forma mais segura e que abre mais espaços para exploração, educação e autoexpressão.
Menos boates, mais academia
Essa nova visão da Geração Z sobre as formas de se relacionar é o que o relatório entende como “a morte do caso de uma noite só”: apenas 19% dos jovens da Geração Z afirmam ter conhecido seus parceiros em boates — número bem abaixo dos 26% dos Millennials e 42% da Geração X.
Vale informar que a Geração X é aquela que tem aproximadamente 18 a 29 anos em 2026; Millennials, cerca de 30 a 45 anos; Geração X (Gen X): 46 a 61 anos e Baby Boomers: 62 anos ou mais.
'Onde você conheceu um parceiro sexual ou romântico?' em roxo escuro: no trabalho; em rosa: na boate; em roxo claro, aplicativo de namoro; em laranja, na academia
Reprodução/Lovehoney
Em comparação, a Geração Z só perde para os Millennials em número de parceiros que se conheceram por meio de aplicativos de namoro: 30% contra 35%. Interessante notar que, talvez como sinal de uma nova “geração saúde”, os jovens da Geração Z são os que afirmam mais ter conhecido parceiros em academias: 15%.
O alto número de encontros em academias também pode estar diretamente ligado ao pouco número de jovens que bebem álcool: de acordo com outra pesquisa da mesma empresa, 15% dos jovens dos 18 aos 24 anos entrevistados disseram não tomar nem um gole de álcool e menos da metade (49%) disse ter um encontro sexual intoxicado; em comparação com 69% dos jovens de 25 a 34 anos e 74% dos jovens de 35 a 44 anos.
